Tenho 20 anos. Será que já é hora de acordar para a vida adulta?

Eu não vou negar que tô bem chateado com tudo que tô passando tanto interna como externamente. O que ocorre é que quando se tem vinte anos e não tem muitos caminhos a seguir ou simplesmente sua mente se encontra confusa e desequilibrada você acaba não vivendo bem. Quando você se aproxima da vida adulta, seus pais querem a liberdade tão sonhada de quando os filhos crescem. Seus amigos de colégio somem e passam a ser apenas ex-colegas, e seus amigos mais novos vão para o ensino médio viver a vida escolar da qual você tem saudade. Isso tudo sem contar que sua responsabilidade dobra, e para arcar com ela você acaba precisando de dinheiro ou às vezes até apelar para os contatos sociais que cobram de você uma imagem social atraente.

Eu não fiz esse texto para dar conselhos ou criar interrogações para você que está prestes a chegar à essa fase. Encarem como um desabafo. Quando se fala de responsabilidade o que primeiro fator que vem à mente é a questão financeira – mas vai muito além disso, essa é a fase em que você tem que tomar decisões importantes sozinho, e não poder cobrar nada de ninguém. Tudo isso faz parte da transição da vida adolescente pra vida adulta, como também vivemos as mudanças após a infância.

A diferença é que na adolescência, por você ser menor de idade, os adultos ao redor se sentiam obrigados a suportar seus chiliques e ao menos tentavam compreender suas dores ou responder por você algumas vezes. Já na fase em questão sua inexperiência diante das novidades típicas da idade é a mesma, porém agora simplesmente quem tem que lidar com isso é você e você mesmo. Não quero com esse texto afligir ninguém, tampouco desanimar, mas compartilhar com vocês minha postura diante desse grande desafio, postura de aceitação, de “estou pronto” , de driblar tudo isso pra alcançar o êxito.

Afinal, crescer dói um pouco mesmo e todos os que consideramos como nossos mentores tiveram que se submeter a isso. Convido você a tentar abraçar essa fase de sua vida, assim como também estou tentando fazer. Sei que agindo assim vamos descobrir coisas incríveis sobre a vida e sobre nós mesmos, que as vezes passam despercebidas quando nos trancamos em nossos quartos pra fugir de certas situações às quais não estamos acostumados. Por mais difícil que seja, sei que vamos nos dar bem.

O medo aprisiona o ser humano à mediocridade. E não digo os medos justificáveis, mas os medos convencionados a partir de um ou outro padrão instituído por alguma referência humana. Temer o dinheiro ou poder de alguém é desprezar a grande capacidade que cada um de nós tem dentro de si. Temos que quebrar o paradigma de que objetos de consumo fazem de alguém um líder ou um referencial a ser seguido, e esbanjar nossa capacidade mental, abusar de nossos talentos para nos moldar. Para sermos únicos.

Filipe Cotrim

Imagem: flickr/Rocky T

 



                                                                                                               Publicidade
Informações do Autor

Filipe Cotrim

Ainda sem descrição

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *