Visual merchandising: A arte de reter seu produto visualmente

Recentemente ministrei um curso sobre capacitação de vendedores de comércio varejista e em uma das práticas realizadas junto aos participantes, foi a de analisar como anda o visual merchandising dos comércios varejistas de Itaúna, incluindo suas vitrines.

O termo merchandising surgiu nos Estados Unidos e foi adaptado no Brasil. Pode ser considerado qualquer técnica de marketing utilizado no ponto de venda para destacar a imagem de produtos, marcas ou serviços das empresas.

visual merchandising é o resultado final de todos os estímulos visuais no ambiente comercial. Envolve o aspecto visual do produto em loja, abrangendo tudo que o cliente vê, com o objetivo de influenciar sua decisão de compra. Ele também é utilizado como uma ferramenta de vendas. Tem o objetivo de inspirar o cliente a entrar na loja desde a vitrine e a despertar o interesse no cliente a comprar. É fazer com que o ponto de venda seja a propaganda da marca, colocando o cliente para dentro da loja.

Atualmente, o mal que assola o varejo é a mesmice, pois os espaços comerciais estão muito parecidos, deixando assim o cliente “mal acostumado”. O que pude constatar é que vários clientes e lojistas sequer se preocupam com tal técnica, ou mesmo a conhece. Não sou um expert no assunto, mas depois que você ler este artigo começará a enxergar o comércio varejista de forma diferente.

Basicamente, o visual merchandising é composto de seis fatores de atuação:

1º Imagem: deve causar uma primeira impressão forte e positiva através da combinação do nome, logotipo, fachada, entrada e visual global da loja. Neste caso, se você percorrer a área comercial de sua cidade, poderá ver que determinadas lojas sequer possuem fachada, e algumas, quando a possuem, não sabem explorar corretamente a própria marca. A imagem é fundamental para atrair clientes, pois vários deles não entram na loja porque não gostam do que veem.

2º Layout: tem o objetivo de aumentar, despertar o interesse e conduzir o cliente para perceber os produtos da loja. O estudo do layout aborda a transição da entrada para o interior da loja, a estrutura de corredores, os expositores, a área de exposição e posicionamento dos produtos, a identificação dos espaços nobres, etc. Ao contrário, em determinadas lojas, vejo produtos impedindo a entrada dos clientes; corredores estreitos para o cliente transitar, provadores desproporcionais com o perfil do cliente, produtos expostos em bancadas (parecendo fruteiras) e em bacias no chão (fazendo o cliente se agachar) e outra, existem lojas que se o cliente tossir ele derruba um produto.

3º Apresentação: a loja deve realçar a exposição de seus produtos incentivando o cliente a comprar, através de uma apresentação organizada e interessante. Neste caso várias lojas pecam, descaracterizando completamente a sua empresa, simplesmente pela falta de imagem e layout definidos, fazendo com que os clientes não sintam vontade de visitá-las.

4º Sinalização: as placas de sinalização ajudam e estimulam os clientes a comprar. A informação certa no lugar certo permite que o cliente se sinta seguro na sua decisão de compra. O problema é que existem lojas que colocam informações em excesso ou até erradas; pois, ignoram aquelas que realmente interessam. Isso faz com que o cliente fique confuso, deixe de comprar; sem falar na poluição visual que tudo isso provoca.

5º Cenário: os cenários dão animação aos produtos da loja. A exposição de produtos deve criar um cenário que atraia, divirta e estimule os clientes, ajudando a reforçar sua imagem e trazendo motivação ao ambiente. Mas o lojista deve ter cuidado para não exagerar. O cenário deve transmitir a essência, um momento especial, uma estação, aquilo que combina com a loja. Copiar um cenário não a torna verdadeira e pode manchar a credibilidade.

6º Eventos: oferecem ao lojista outra forma de encorajar os clientes a entrarem, comprarem e se lembrarem da loja. Um de seus objetivos é aumentar o volume de tráfego de pessoas na loja, visando um potencial aumento de vendas. Mas gostaria de frisar que evento não é fazer distribuição gratuita de pipoca e algodão doce, como é feito de praxe. Tem que ter e ser a cara da empresa e também deve combinar com o perfil dos clientes.

E para finalizar, vamos falar da vitrine, pois é através dela que conhecemos qual o estilo da loja. Ela indica o tipo de público que frequenta o ambiente comercial. Existem vitrines que fazem o efeito ao contrário, ou seja, em vez de atraírem clientes, elas simplesmente espantam. Tem lugares que, sinceramente, não consigo identificar nem o tipo de público que frequenta a loja, e muito menos o seu produto em destaque. A vitrine precisa ser interativa, ter vida, precisa seduzir o cliente, deve passar o máximo de realidade para que o cliente se encante.

O que citei acima é fundamental, mas gostaria de salientar que vários lojistas se preocupam apenas com o atendimento ao cliente e se esquecem do visual merchandising e outros que se destacam em suas vitrines, layout e imagem, mas pecam no atendimento ao cliente. Uma coisa depende da outra. Atrair o cliente é uma coisa, atende-lo e mantê-lo é outra. Pense nisso!

 

Crédito imagem: http://www.freedigitalphotos.net/Serge Bertasius Photography

Informações do Autor

Renato Chaves

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