Falar em público: A comunicação e as diferentes gerações

Falar em público sempre foi algo temido por grande parte das pessoas. Sabemos que há gente extremamente competente que, quando chamada a expor suas ideias para um grupo de pessoas, treme nas bases. Fomos educados partindo-se da premissa que éramos punidos quando cometíamos erros. Mais tarde entendeu-se que o homem aprende melhor quando estimulado pelo reforço positivo e não pelo negativo. Todos os educadores como Paulo Freire, seus contemporâneos e pedagogos posteriores, com a Pedagogia Nova, passaram a dar mais ênfase à curiosidade do aluno, no reforço de sua autoestima.

Portanto, as várias gerações foram educadas com medidas diferentes. Para a geração Y, o erro não é um problema. Errar faz parte do aprendizado. E, com toda a nova tecnologia, introduzimos um modelo de “try and error”, acerto e erro, através do qual os jovens experimentam o mundo. Assim, já não há manuais que nos ensinem a lidar com os novos “gadgets” dessa nova era. A geração Y começa a experimentar até aprender como mexer nas novas tecnologias. Você já viu algum jovem da Geração Y lendo manuais? Manuais não fazem mais sentido para eles. O processo de aprendizado se dá pela tentativa e erro. Da mesma maneira, falar em público já não é um fardo pesado porque a possibilidade de errar entra como variável dessa equação. Os jovens se sentem mais à vontade num palco sem o sentimento de culpa que, em maior ou menor grau, podem ter dificultado a oratória das gerações mais velhas.

Com as novas tecnologias a informação passou a circular de forma mais rápida e em maior quantidade.  Sabemos muito rapidamente quando alguma coisa nova acontece em qualquer lugar do mundo. Isto implica em fazer com que a informação gire de forma rápida, abrindo caminho pras novas notícias e permitindo que o veículo seja o primeiro a fazer circular o conteúdo novo. Com isso o que se comunica deve ser mais rápido e direto. O jovem da Geração Y é mais direto e menos prolixo do que as pessoas de outras gerações porque se acostumou a ler dessa maneira as notícias.

Fomos criados em momentos diferentes da nossa cultura. Cada geração com um modelo mental e num momento distinto da nossa história. E isso determina como nos comportamos e como reagimos. O importante é saber que não há certo ou errado. As gerações são, simplesmente, diferentes.

 

Eline Kullock – Formada em administração de empresas pela FGV-RJ e MBA Executivo pela Coppead – UFRJ, Eline também é sócia, há 15 anos, da Stanton Chase Internacional, multinacional de executive search baseada em Londres. A profissional é também, há vários anos, pesquisadora de tendências do comportamento dos jovens e a influência dos videogames em sua atuação profissional, sendo considerada fonte de referência no assunto, especialmente quando se fala em “Geração Y“.
Crédito foto: freedigitalphotos.net/stoonn 

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