A Cultura Miojo: sobre os prazos cada vez mais curtos no trabalho

Desde a semana passada tenho procurado tempo para escrever o meu artigo semanal, mas simplesmente não tenho conseguido devido aos compromissos diários assumidos, onde a velocidade para a entrega de resultados aumenta a cada dia. É essa a cultura miojo: prazos que ficam cada vez mais curtos, enquanto as exigências são cada vez maiores.

Administrar o cotidiano esta ficando cada vez mais difícil, as pessoas querem tudo ao mesmo tempo, chegar ao trabalho, ler e-mails, dar uma olhada no Facebook, nas noticias, enfim em mais outros tantos aplicativos.

Porem ao mesmo tempo em que damos uma velocidade maior a nossa vida esbarramos em questões como, por exemplo, o transito nas grandes cidades ou problemas com os sinais de celulares que nos tiram do ar por alguns segundos, o que pode ser suficiente para nos causar problemas ou prejuízos.

No mundo corporativo a sensação é a mesma, cada vez mais decisões e tarefas necessitam de rapidez crescente, a sensação que se tem é que precisamos ser um colaborador 32 horas, ou seja, às 24 horas do dia e mais oito horas no local de trabalho.  O motivo para isso é que a redução de custos nas empresas esta se tornando paranoia onde o que vale não é mais produzir mais com menos recursos e sim produzir muitas vezes sem recursos.

Hoje é muito comum a redução de número de pessoas para tentar conter os custos  porem deve-se tomar cuidado para não sobrecarregar as pessoas com muitas tarefas a ponto de fazer com que estas tenham a sua capacidade produtiva esgotada e parecerem improdutivas por chegarem a sua capacidade de produção ou em um português mais claro fiquem tão “atoladas” de tarefas a ponto que elas passam a ser consideradas ineficientes.

Aliado a redução de pessoas hoje temos a cultura do “Miojo” onde cada vez mais as tarefas precisam ser entregues em tempo recorde, quase que instantaneamente. O que parece que deve ser considerado pelos gestores que usam essa técnica aquele ditado que diz que a pressa é inimiga da perfeição.

Muitos podem dizer que estou incentivando a “preguiça no mundo corporativo”, mas não, apenas estou defendendo que não se podem fazer muitas coisas com qualidade ao mesmo tempo, pois não se pode assobiar e chupar cana ao mesmo tempo como diz a minha mãe ou ainda andar de bicicleta muito rápido sem se desequilibrar, mesmo que o ciclista seja o mais exímio dos pilotos.

Vamos refletir sobre isso!

Pedro Paulo Galindo Morales é Graduado em Gestão, Pós- Graduado em Controladoria e Técnico em Contabilidade.   www.pedropaulomorales.com, [email protected]

Crédito foto: freedigitalphotos.net/stockimages

Informações do Autor

Pedro Paulo Morales

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