O trabalho em equipe já foi o segredo do sucesso. E hoje, o que ele é?

A discussão mais organizada sobre este tema remonta ao início do aprofundamento sobre a Qualidade Total. Nesta época o trabalho em equipe era o “segredo” do próprio resultado do processo, cantado em verso e prosa. A compreensão inicial entendia que bastava juntar algumas pessoas e solicitar-lhes que chegassem ao resultado.
Sugeria-lhes autonomia e responsabilidades. Definia-se metas e prazos. Cediam-lhes locais e horários. Deu-se, até, importância!
Mas, mesmo nos trilhos da Qualidade Total, os resultados foram pífios.
Desencantou os crédulos e incentivou os céticos.
Surgiram convicções como: “trabalhar em equipe reduz o ritmo das soluções”; “o grupo inibe as melhores propostas”; “em equipe alguns carregam o piano e os outros observam” , entre outras considerações.
Mas, foi notório, faltava prática e melhor análise. Mas, em suma, por falta de melhores resultados o trabalho em equipe foi um pouco desacreditado.
Sem dúvida algumas propostas desenvolvem-se de maneira não linear. Muitas vezes uma boa ideia perece por falta de amadurecimento e melhor compreensão do contexto global. É como se surgissem um pouco antes do tempo. No Marketing isso é comum, o mercado deve amadurecer. Por isso é importante rever os conceitos de Eficiência e Eficácia.
Porém, parece que o princípio tinha mais fundamento do que parecia a princípio porque novas necessidades do trabalho em equipe voltaram à discussão.
Novas técnicas, fundamentadas na administração mais participativa, solicitavam maior envolvimento e funcionamento em equipe.
O resgate da visão de processo (na minha visão uma das maiores contribuições à administração em geral), a necessidade de ganhos de tempo e produtividade com as células de produção e as equipes de engenharia simultânea, começaram a impulsionar o aprofundamento da compreensão sobre o trabalho em equipe, muitas vezes por meio da tentativa e erro, mas aprendeu-se mais.
Também não foi um esforço de resultado imediato mas, tinha objetivo mais definido. Não era, apenas, a equipe para o resultado mas, principalmente, a equipe como forma para o resultado. É princípio de gestão, não somente técnica!
E o processo começou a amadurecer, junto com as pessoas.
Vamos fazer uma comparação: – Você já cantou em coral? Um grupo coral tem que ter harmonia. É básico. Lógico que há os cantores solos, que no seu momento, por razões da sua habilidade, destacam-se da equipe de cantores mas, em seguida ao solo retornam à harmonia necessária ao conjunto para o melhor resultado e sob o comando de um maestro. Os cantores solos não podem destacar-se quando o solicitado é a harmonia de vozes. Destoaria o conjunto e prejudicaria o resultado geral. Todos têm sua contribuição. Você já ouviu a contribuição importante dos cantores que fazem a segunda voz? Pois é!
Este é um ponto importante no trabalho em equipe. Lógico que em uma equipe as pessoas não são iguais. Até porque uma das contribuições fundamentais das equipes é a sua riqueza de diferenças. Temos que ter opiniões diferentes, baseadas nas diferentes experiências, formações e pontos de vista. É a contribuição da diversidade, “pedra de toque” do melhor resultado.

Uma equipe também existe para contestar posições estabelecidas. Nelson Rodrigues já dizia “a unanimidade é burra”!
E hoje, uma exigência tem contribuído significativamente para fortalecer a necessidade do trabalho em equipe. Refiro-me à exigência atual de conhecimentos das mais diferentes especialidades que a nova tecnologia tem solicitado. Ninguém poderia acumular, sozinho, todas as áreas de conhecimento necessários para o melhor atendimento das nossas necessidades atuais. Dependemos de uma equipe como nunca aconteceu.

Portanto, vamos aprender!
Crédito foto: freedigitalphotos.net/nongpimmy

Informações do Autor

Bernardo Leite

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