A Janela do Aprender: no século passado, educação era status social

“Carlos é formado em contabilidade…”. Essa era uma frase comum utilizada no século passado, pelo menos até os anos 70. “Ser formado” em algo distinguia uma pessoa das outras e conferia certo status social. O Magistério, a Contabilidade, a Química, dentre outras áreas, eram cursos de nível médio, cujo final era marcado pelo prazer de receber um anel.  O tão sonhado “anel de formatura”, com valor comparável ou até superior ao próprio diploma, era exibido com orgulho no dedo assim como o certificado invariavelmente enquadrado e colocado em posição de destaque na parede. E quem tinha o raro privilégio de se tornar graduado? Era, então, um “Doutor”…

Na escola, o aprender tinha data para começar e acabar. A próxima etapa estava resumida ao trabalho e em honrar o investimento feito em você.  Para sempre havia os livros, volumes de produto intelectual inestimável, recheados de informações universais, do macro ao micro, com ênfase especialmente para as grandes enciclopédias que atendiam aos mais interessados, como a Barsa, a Delta Larousse, a inigualável Britânica, que representavam verdadeiros templos do conhecimento.

Esse tempo se foi, o curso médio passou a ser parte integrante da indispensável graduação. O aprender passou a ser “para toda a vida” e não mais “uma janela na vida… Hoje não somos mais “formados em”, e sim “atuamos na área de”, isso muda muito o rumo das coisas. A graduação abre os olhos e também as portas para o mercado de trabalho, mas para decolar é necessário mais, é preciso ousadia, estrutura, recursos e competências específicas.

A construção desse novo profissional pode começar por um curso de pós-graduação, que é a melhor forma de causar uma importante mudança na vida, gerar uma proposta de revisão na atuação profissional, estabelecer a crise que jamais deixará você no mesmo lugar… Uma pós-graduação leva à pesquisa, ao despertar do diálogo estruturado, ao mundo da gestão do conhecimento e pode provocar a almejada transformação.

Frente à configuração desse cenário, a pós-graduação conquista espaço com o objetivo de agregar conteúdo e vivência ao ensino oferecido na graduação, garantindo uma posição competitiva no mercado  de  trabalho  com  o  aumento da empregabilidade. De acordo com as informações divulgadas no mais recente Censo da Educação Superior de 2010, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), foram efetuadas 173.408 matrículas na pós-graduação, sendo 28.497 em instituições privadas.  Números tímidos, porém com um potencial de crescimento cada vez maior diante dos dados de concluintes da graduação.

Sempre é o momento de fazer uma reflexão a respeito da carreira e pensar em investir tempo e dinheiro em algo diferente. Os desafios em conciliar estudo e trabalho não são poucos, mas o resultado dessa decisão compensa. Na prática, estar alinhado às tendências é um grande alto para o sucesso.

E como definir que pós-graduação cursar? Em primeiro lugar é básico conhecer a área de interesse para uma ação assertiva na escolha do curso. As possibilidades são vastas, as sinergias no mercado e a perfeita gestão destas estabelecem o maior ou menor aproveitamento do próprio esforço. Continuar os estudos e fazer hoje uma pós não é mais uma escolha ou uma opção, é uma questão de estar ou não incluído entre os que têm mais oportunidades para se realçar. Mas lembre-se: o reconhecimento depende sempre da aplicação naquilo que faz. E sempre é possível contar com o apoio de uma pós-graduação.

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Edgard Falcao

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