A NOVA LEI do TRABALHO ESCRAVO: Sobre mudanças e retrocessos

As últimas notícias que tivemos sobre as novas leis em relação ao trabalho escravo no Brasil, nos colocam novas questões a este respeito. Uma delas é: A quem interessa alterar leis que nos anos 90 demonstraram avanços nesta realidade que até então pensava-se resolvida?

O retrocesso neste setor com o qual nos deparamos, acende-nos um alerta para decisões que atendem aos interesses de grupos políticos dominantes como ruralistas e grandes empresários.

O Brasil que traz em sua história a marca vergonhosa da escravidão, ainda rumina a insatisfação com a liberdade conquistada pelos trabalhadores.

Neste governo, especialmente, enfrentamos um difícil momento de ausência de diálogo com a sociedade civil, quando as leis criadas alimentam a indecência da política pobre, equivocada e imoral.

O trabalho escravo que a ONU supunha ter erradicado em países como o Brasil, persiste graças a incapacidade de órgãos fiscalizadores e, principalmente, em razão da má vontade de políticos interessados em conduzir a sociedade para seus futuros herdeiros.

O trabalhador que tem seus direitos humanos desrespeitados, já é um escravo do seu patrão e do Estado que deveria, pela Constituição, garantir segurança, saúde, remuneração adequada e liberdade de locomoção.

As corrente em nosso país são invisíveis e tanto homens quanto mulheres sofrem o peso da exploração de sua força física, intelectual e psicológica, uma vez que em tais condições a dignidade humana é restrita.

É importante que a sociedade se manifeste cada vez mais e que a política atual em relação ao trabalho escravo seja abominada por instituições nacionais e internacionais.

As correntes do povo brasileiro que precisa sangrar para pagar os rombos criminosos na economia, necessitam ser quebradas urgentemente.

Neste sentido, o trabalho que dignificaria o cidadão quase já não existe e a conspiração política atual só aprisiona uma sociedade planejada pelos nossos políticos para sucumbir.

Imagem: Pexels



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Informações do Autor

Maria Rosa de Miranda Coutinho

Sou mestre em Ciências Sociais pela UFSCar e além da experiência como professora, circulo na área literária com publicações para o público infantojuvenil. Administro uma loja virtual que comercializa livros de autores da cidade de Joinville e sou membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais da mesma cidade.

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