Quando o amor pelo pôquer rende bons frutos (e alguns zeros!)

Nem a rotina corrida de advogado, marido e pai de dois filhos impede o Jaraguaense Gustavo Pacher de se dedicar a uma de suas maiores paixões: o pôquer, jogo de cartas que nasceu nos cassinos americanos e vem ganhando cada vez mais expressividade em Jaraguá do Sul. O interesse, que nasceu em momentos de descontração na casa de amigos, já rendeu bons frutos: entre os dias 27 de abril e 03 de maio deste ano Gustavo participou do 888poker Festival em Balneário Camboriú, competição realizada pela Kings Eventos que garantia R$ 1 milhão em seu evento principal. Com o bom desempenho, ele alcançou a oitava colocação, levando para casa uma bolada de R$ 25 mil.

Pacher, que aproveita hoje “34 anos muito bem vividos”, como ele mesmo define, pratica semanalmente nos eventos da Associação Jaraguaense de Texas Holden (AJTH), que organiza torneios todas as quartas e quintas-feiras, a partir das 19h30, no espaço do Giacomini Garden, no Centro. As competições tiveram início há menos de seis meses. “Decidi conhecer um pouco melhor o esporte, praticá-lo com mais frequência. Nas primeiras vezes que frequentei os eventos da AJTH tinha até mesmo dificuldade para lembrar da hierarquia das mãos, ou seja, qual o melhor jogo”, relembra Gustavo.

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Imagens: Divulgação 888poker Festival

O único evento mais expressivo do qual o Jaraguaense já havia participado havia sido um organizado por um clube semelhante ao Jaraguaense, mas de Balneário Camboriú. Na ocasião, conseguiu avançar para o último dia da competição, apesar de não ter ficado entre os primeiros colocados. Já o 888poker Festival aconteceu, segundo ele, em um contexto bastante curioso. “Aconteceram diversas daquelas coincidências que conspiram em favor do resultado, como ocorre quando as coisas devem acontecer. De última hora, decidi acompanhar um grande amigo que ia participar, mas apenas pela curiosidade de ter contato com um evento daquele porte. As coisas foram dando certo até eu conseguir chegar à ‘mesa final’, e acabei ficando em 8º lugar entre 1324 oponentes (considerando inscrições e reentradas)”.

O principal desafio dos eventos, segundo o advogado, é conter a euforia e encontrar um autocontrole mínimo para lidar com as diversas decisões a tomar. E sempre, é claro, utilizar a experiência para o aprendizado. “Como foi a minha primeira experiência em um evento deste porte, e considerando que todos os demais oponentes do último dia eram jogadores profissionais, vejo que faltou ‘bagagem’, experiência dessa reta final de torneio – onde as coisas acontecem em um outro ritmo. Vale, portanto, aquela conhecida máxima da vida, em que conhecimento e experiência fazem a diferença”, relata Gustavo.

A magia do pôquer

Quem nunca jogou pôquer pode ficar um pouco confuso nas primeiras experiências, com tantos termos específicos e combinações diferentes. Mas Gustavo garante que a persistência vale a pena. “Além de representar uma interessante forma de integração com amigos e familiares, o pôquer propicia o exercício do raciocínio lógico (aproximando-se bastante do xadrez, outra paixão que tenho), e o desenvolvimento de habilidades de leitura corporal/comportamental dos oponentes. A magia do jogo está concentrada justamente na capacidade de integrar a lógica com as demais condições de cada jogada (posição, atitudes dos adversários, tamanho das apostas, custo x benefício, etc). Tal qual fazemos no dia a dia, nas nossas relações de trabalho e pessoais, a prática exige conhecimento técnico específico (regras do jogo, probabilidades, etc), e principalmente, a capacidade de assimilar o máximo de informações, para, a partir delas, tomar a melhor decisão”.

A imersão de uma semana em um universo digno dos melhores cassinos trouxe a Gustavo, além da premiação, ganhos imensuráveis. “Considero essa experiência uma das mais ricas que vivenciei, por oportunizar uma superação e quebra de paradigmas ao melhor estilo: ‘yes, we can’ (sim, nós podemos). Ainda mais porque até então a intenção era tão somente passar para o segundo dia de torneio, acumulando experiência. É muito valioso o contato com pessoas de diferentes regiões, idades e carreiras, que encontram no pôquer um motivo para convívio e integração”.

 

Informações do Autor

Bruna Borgheti

Jornalista formada pelo Bom Jesus/Ielusc, de Joinville-SC, é acadêmica do curso de Letras da UniCesumar. À frente da redação das publicações do Grupo Dom7, faz a edição e curadoria de conteúdo do site e já teve suas aventuras pelo mundo corporativo, mas gosta mesmo é de um documento de Word em branco. Tem sugestões pra dar? É ela que você está procurando. Entre em contato pelo [email protected]

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