Você me abre seus braços e a gente faz um país

Não. Não é sobre o mais recente desmando dos irmãos caras de pau da política. Agora o Sr. Pezão quer porque quer um jatinho particular que custará uma fortuna, só para que ele possa viajar a hora que bem entender. Enquanto isso, os servidores do Rio morrem de fome e o desemprego continua crescendo de braços dados com a violência. Mas hoje o assunto não é esse!

Hoje eu só quero viver em paz. Desejo repartir a alegria e comemorar a nomeação do compositor e escritor, Antonio Cicero, a imortal da Academia Brasileira de Letras. Irmão de Marina Lima, uma artista que, na década de 1980, eu achava “O Charme do Mundo”. Amei, confesso, Marina. Seu jeito de cantar, de dançar, seus óculos escuros e saídas “À Francesa”.

Para minha surpresa, quando Antonio Cicero foi nomeado, não fazia ideia da quantidade de livros que ele publicou. Eu o conhecia melhor pelas maravilhosas letras que emolduraram as músicas de sua linda e talentosa irmã. Além de outros grandes, como João Bosco e Lulu Santos.

Sempre acreditei que música e literatura fossem amantes, parceiras, quase almas gêmeas. Música, letra e dança… Vide os versos de Vinícius de Moraes, Cazuza e Renato Russo, por exemplo. Leia em voz alta João Guimarães Rosa, Mário Quintana, Fernando Pessoa, dentre outros. Você lerá música. Você ouvirá literatura.

Semelhante ao novo imortal da ABL, eu também espero “Acontecimentos”. Que venham para mudar este estado de coisas no Brasil. Um país que virou de ponta cabeça. Inverteu valores éticos, morais e legais. A lava-jato parece ter atiçado ainda mais a necessidade dos poderosos em usar o erário para suprir necessidades levianas. Pessoas que se acham maiores que a lei dos homens. Entenda-se bem. Dos homens.

Pobres coitados. Eles, assim como nós, um dia irão bater suas botas de ouro. Haja palmo de terra para colocar tanta joia e malas cheias de dinheiro sujo. Talvez construam pirâmides, como fizeram os antigos faraós. Porque deuses eles já se acham.

Mas voltando ao bom da narrativa. Antônio Cicero embalou minha mocidade com suas letras cheias de sabedoria e sutileza. Quando vemos boas notícias, e são raras, elas nos causam uma espécie de torpor. A maresia oriunda das ondas, ao tocar o rosto cansado, tenta insuflar alguma esperança. Vã, que seja.

Acredito que nosso povo fatigado, aparentemente vencido pelos dementadores do poder, ainda possa e deva abrir seus braços para fazer um novo país. É que, talvez, por um instante fugaz, ou “Fullgás”, assimo como Lulu Santos, eu também creia ser “O Último Romântico”.

Da notícia do G1.



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Informações do Autor

Mauro Barbosa Gomes

- Escritor, palestrante e músico da banda Quinta Nota. - Dois livros de crônicas/contos: A Chave do Seu Coração e Olhares. - Faz eventos promocionais com palestras e música em livrarias e Cafés. - Participação na Bienal Internacional do Livro 2016 no Anhembi São Paulo com tarde de autógrafos para “Olhares” , publicado pela Chiado Editora. - Integra a Antologia Poética Além do Céu Além do Mar que reúne poesias de vários autores Brasileiros em 2017. - Autor do Projeto literário Musical "O Tom da Letra" levado há dois anos em bares, restaurantes, etc. - Cronista por dez anos da revista eletrônica InfoWebNews (www.infowebnews.com) - 2001 a 2011 - Dois trabalhos publicados em Antologias literárias vencedoras do Prêmio Porto Seguro de Crônicas em 2008 e de Contos em 2009 - Dois contos selecionados para a Antologia de Contos 2009 do concurso da Editora Guemanisse, em Teresópolis. - Curso de Oficina Literária Afrânio Coutinho (OLAC) – 1992 - Curso de Redação Publicitária - 1987 (Faculdades Integradas Hélio Alonso) Gosto de falar de relacionamentos, cotidiano, a vida em geral.

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