Capital espiritual: será que você consegue sobreviver sem ele?

Uma atitude que você pode observar no mundo corporativo é que entre uma roda de pessoas se fala de tudo: relações amorosas, esporte, bebida, cinema, teatro, pontos turísticos, moda, televisão, novela, até política embora exista até aquela frase: futebol, política e religião não se discute. Se alguém toca no assunto espiritualidade, dizendo pertencer a essa ou aquela religião, parece que de repente se cria aquele clima de espanto. “Vamos mudar de assunto, ou vamos falar disso, mas bem rapidamente, por favor”. Parece que as pessoas tem vergonha de comentar sobre as suas crenças. É como se a espiritualidade não acrescentasse nada na vida, especialmente na vida profissional. Mas, e o capital espiritual?

Se há uma coisa que eu não consigo entender é por que bloquear esse sentimento tão nobre que é a Espiritualidade? Ela nasce com a gente, ela deve ser é estimulada em casa, na escola, em todos os lugares.

Aliás, sobre isso, eu li ainda ontem uma matéria muito interessante sobre esse assunto no jornal Estadão com o título “Construindo o capital espiritual” de autoria de David Brooks, publicado anteriormente no The New York Times e traduzido por Celso Paciornik, do qual gostaria de citar os seguintes trechos:

“…a consciência espiritual é inata e ela é um componente importante do desenvolvimento humano. …se cuidamos de mobilidade social, taxas de graduação, resistência, realização e formação familiar, não podemos ignorar os recursos espirituais das pessoas que estamos tentando ajudar.

…Pessoas diferentes podem conceber esse poder superior como Deus, natureza, espírito, o universo, ou simplesmente uma singularidade geral de ser. Ela distingue a espiritualidade, que tem um componente genético provável, de filiação religiosa, que é inteiramente influenciada pelo ambiente.

…Mas parece verdade que a maioria das crianças nasce com um senso natural do espiritual. Se encontram um esquilo morto no playground, elas compreendem que há alguma coisa de sagrada ali, e muito provavelmente lhe darão um enterro respeitoso.

…”…adolescentes sofrem normalmente uma perda de significado, confiança e identidade. Alguns tentam preencher o vazio com drogas, álcool, atividades de gangues e até gravidez. Mas outros são cercados por pessoas que têm cultivado seus instintos espirituais.

Segundo a pesquisa de Miller, adolescentes com um forte senso de conexão com um mundo transcendente são 70% a 80% menos propensos a se envolver em abusos de substâncias pesadas. Entre garotas adolescentes, ter um forte senso espiritual foi extremamente protetor contra uma depressão séria.

Adultos que se consideram altamente espirituais aos 26 anos de idade estão, segundo sua pesquisa, 75% protegidos contra uma recorrência de depressão.

As capacidades espirituais inatas podem definhar se não forem cultivadas – do mesmo modo como faculdades matemáticas inatas podem ficar subdesenvolvidas sem instrução. Famílias amorosas nutrem essas capacidades, em especial quando pais falam explicitamente sobre buscas espirituais.

As escolas públicas com frequência dão pouca atenção à espiritualidade por temer acusações de proselitismo religioso. Mas deve ser possível ensinar o leque de disciplinas espirituais para familiarizar os alunos com as opções sem endossar nenhuma delas.

Ignorar o desenvolvimento espiritual no âmbito público é como ignorar o desenvolvimento intelectual, físico ou social. É amputar pessoas de uma maneira fundamental, acarretando mais depressão, abuso de drogas, alienação e miséria.

Lendo essa matéria pensei que ela pode trazer uma nova maneira de pensar para as pessoas para que passem a dar mais valor à Espiritualidade, especialmente no mundo corporativo. Você já deve ter percebido que a espiritualidade traz sim muitos benefícios para todos, além dos já comentados nesse artigo, que seriam a libertação da depressão e das drogas.

Quantos esportistas se transformam e atingem sucesso depois que abraçaram uma religião?

Como um determinado profissional conseguiu um “milagre” na sua carreira depois que passou a dar mais atenção à sua vida espiritual?

Como um profissional trouxe uma solução para um problema que parecia insolúvel para a sua empresa?

Sobre isso parece que a citação bíblica “Buscai primeiro as coisas do Reino do Céu e as demais coisas lhe serão acrescentadas”.

É para se pensar.

Ah! Se quiser ler a matéria do Estadão eis o link http://bit.ly/1JNRM5w

Informações do Autor

Nelson Fukuyama

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