Como conquistar a Inteligência Emocional

Hoje em dia fala-se muito sobre a Inteligência Emocional como algo muito importante para os relacionamentos pessoais e profissionais. E realmente é.

Ser inteligente, neste enfoque, não é ser simplesmente simpático, conformar-se o tempo todo ou abrir o “baú emocional” e botar tudo para fora.

Ter Inteligência Emocional é ter equilíbrio, autoconsciência, autocontrole, ser capaz de refletir antes de tomada de decisões e ações, saber solucionar conflitos, estar de bem consigo mesmo, reconhecer e compreender as emoções e ser sociável. Tarefa difícil nos dias de hoje, visto que recebemos muitas cargas emocionais o tempo todo e nos relacionamos com as mais diferentes pessoas nas mais diversas situações.

Para isso, mais que paciência, persistência, disciplina e bom senso constante, precisamos saber controlar três das principais emoções que têm destruído muitos relacionamentos, equipes e pessoas: A Ansiedade, a Ira e a Melancolia.

A Ansiedade, segundo o dicionário Houaiss, é um estado afetivo penoso, caracterizado pela expectativa de algum perigo que se revela indeterminado e impreciso, e diante do qual o indivíduo se julga indefeso. O mesmo dicionário o define ainda como grande mal-estar psíquico, aflição, agonia, desejo veemente e impaciente, falta de tranqüilidade e receio. Tem dois tipos de ansiosos: aquele não sabe esperar e aquele que espera sempre o pior. Algumas pessoas com ansiedade chegam a somatizar seus sentimentos, ficando com o coração disparado e suando frio.

A Ira, também conhecida por algumas de suas variáveis como a raiva, vingança, rancor e ódio, tem o efeito “bola de neve”, ou seja, quanto mais raiva eu tenho, com mais raiva eu fico. A Ira se alimenta da própria Ira.

A Melancolia pode ser entendida como um primeiro passo para a depressão. É um estado de profunda tristeza, um desencanto geral. Alguns sentem-se vazios, inúteis, sozinhos e entram em um estado de auto flagelação. Muitos chegam a demonstrar o quanto melancólicos são, passando uma imagem de sofredor, mártir e abandonado. Carregam um semblante triste e gostam de ser considerados como coitadinhos.

Existem diversos caminhos para combater, ou pelo menos minimizar, tais desafios, mas uma grande dica é se questionar sempre: Será que não estou exagerando em minhas emoções? Tenho todas as informações para realmente sentir-se assim? Já analisei a situação por todos os lados?

Se fosse fácil, não existiriam tantos psicólogos nem Daniel Goleman faria sucesso com sua teoria sobre a “Inteligência Emocional”. Por isso que a busca pela temperança é uma questão de hábitos diários e uma empreitada constante. Comece já esta caminhada.

Marcelo de Elias é palestrante e consultor especializado em mudanças, estratégia e gestão de pessoas. É professor de MBA e coautor do livro Ser Mais em Gestão de Pessoas. Saiba mais em www.marcelodeelias.com.
Imagem:Flickr.com/DavidMcDermott

Informações do Autor

Marcelo de Elias

Palestrante, professor e escritor especialista em mudanças e em gestão de pessoas. Suas palestras estão entre as mais bem avaliadas do Brasil.

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