SOCORRO: Somos crianças sírias e precisamos de ajuda

Hoje é domingo e bombardearam minha casa. Não sei aonde estão meus pais e meus irmãos e também já não sei mais como viver. Um avião lançou gases tóxicos sobre a população e os EUA estão atacando a base militar do ditador Bashar AL Assad. Mais de 20 crianças sírias foram mortas; meus amigos de brincadeiras e pavor.

Não sei o que o resto do mundo está fazendo para devolver-nos a paz, mas espero que o Conselho de Segurança das Nações Unidas tome uma atitude definitiva contra essas atrocidades. Estou ferida na alma e no corpo lamentando a morte de quase 500 mil pessoas em meu país. Por essas pessoas imploro uma reação das forças internacionais, mas enquanto isso não acontece, escondo-me entre os escombros que sobraram de minha casa.

Este depoimento fictício representa, na verdade, a voz de muitas crianças perdidas entre as bombas e as armas químicas, sem entender de fato as políticas criminosas de um ditador e das lideranças terroristas.

Será, leitor, que conseguimos situar-nos entre as ruínas e corpos derrubados pelos constantes bombardeios?

O sonho de paz das crianças sírias tornou-se um desfio para os organismos internacionais e lideranças políticas, que tentam evitar uma concentração excessiva de poderes nas mãos de uma única pessoa, entre elas o atual presidente dos EUA.

A derrota do ditador sírio, todavia, não pode ter um preço tão alto como a destruição total do país.

Espera-se, portanto, que as vozes das crianças da Síria, sejam realmente ouvidas nos Congressos, nas Universidades, nos Tribunais e Igrejas a fim de que essa vergonhosa guerra seja finalmente abominada.

Parece não haver mais condições de uma vida normal em um território sem os direitos humanos garantidos como se espera de uma civilização. A humanização que uma criança nos oferece já NÃO tem efeito em meio a tanta brutalidade. E se a ternura acabou, para que gritar por socorro?

Imagem: flickr/Ed Brambley

Informações do Autor

Maria Rosa de Miranda Coutinho

Sou mestre em Ciências Sociais pela UFSCar e além da experiência como professora, circulo na área literária com publicações para o público infantojuvenil. Administro uma loja virtual que comercializa livros de autores da cidade de Joinville e sou membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais da mesma cidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *