Crise exige cautela ao demitir funcionários caros

Crise tem sido a palavra mais constante em noticiários e conversas, sejam informais ou de negócios. As consequências da situação econômica do Brasil são imensas e refletem também no emprego, quando muitas empresas fazem cortes de gastos demitindo funcionários. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que a taxa de desemprego no país deve continuar crescendo nos próximos dois anos. Contudo é preciso cautela ao fazer cortes de funcionários caros.

Muitas empresas demitem seus melhores talentos porque são caros, para contratar empregados baratos e reduzir os custos. Acontece que os “caros” são aqueles que ajudam a empresa a sair da crise, enquanto que os “baratos” são apenas peso morto.

É uma questão de escolha, onde quem cultivar o ciclo da riqueza vai pagar mais – mas terá mais talentos – e colher bons resultados.  E quem optar pelo círculo da miséria vai pagar menos, contudo, vai deter mediocridade e acabar tendo prejuízos. As empresas que tem medo das crises se encolhem, esperam por ela, definham ou morrem, enquanto  os que não tem medo as enfrentam, abocanham o mercado dos medrosos, crescem e continuam sua trajetória de sucesso.

Concomitantemente a isso, nesses tempos um pouco mais difíceis, a busca por profissionais multifuncionais se acentua, pois as empresas precisam rever seus custos. Para isso, o perfil que deve ser desejado é o de profissionais talentosos, realizadores, com foco em resultado e que venham contribuir com a melhoria da gestão e dos resultados da empresa.

Outra questão que precisa ser levada em conta é a profissionalização. Escola é superimportante, mas não é tudo. Diplomas, sejam de graduação, pós-graduação e mesmo mestrado ou doutorado, são apenas ferramentas adquiridas que devem vir junto com uma série de competências e comportamentos. É como a velha teoria do CHA, que alia Conhecimentos, Habilidades e Atitudes. Além do diploma e efetivamente ter os conhecimentos da formação, é necessário ter motivação, capacidade de relacionamento, de realização e foco em resultado.

Por Aroldo Manoel Vieira, consultor da SBA Associados e especialista em gestão humana e processos.

 

Crédito imagem: freedigitalphotos.net/

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