Desenvolva talentos sem perdê-los para a concorrência

Vamos imaginar o seguinte: o staff da empresa olha pela janela do escritório e toda aquela massa de profissionais trabalhando, olha para o quadro de resultados e se depara com inumeráveis gargalos e retrabalhos, que impactam e muito a competitividade – causando danos, às vezes, irreparáveis à imagem corporativa. Então o que decidem fazer? Treinar os funcionários e seus talentos e capacitá-los adequadamente para que enfim a empresa possa ter um retorno de desempenho e qualidade dos trabalhos realizados. Só assim é possível vencer a concorrência.

Mas então se depara com um dilema: assim que capacitam seus funcionários, investindo em treinamentos para sua equipe de colaboradores, eles se debandam para a concorrência ou mercado de trabalho. O que fazer? Treiná-los ou não treiná-los? A pergunta, talvez, seja outra: qual o preço de não capacitá-los? Que risco se está correndo em manter esta baixa de produção e qualidade dos serviços? Talvez seja a hora de perguntar o custo benefício de treinar todo o time e resgatar a imagem da empresa ou correr o risco de erros mais graves no mercado atual.

Por outro lado, significa que os planos tradicionais traçados para um funcionário já não funcionam mais como antes, pois devemos lidar com outras expectativas se quiser conquistar a lealdade das pessoas. O plano de desenvolvimento começa bem antes, como melhorar a contratação. Uma vez admitidos, saber fazer acordos e mapear bem o que realmente ocorre.

O gestor também deve apurar seu papel de líder, deve ouvir constantemente seus colaboradores, saber suas expectativas frente ao futuro na companhia, ter uma relação de parceria com seus subordinados, o gestor deve também incluir em suas habilidades a de saber ouvir. Há muitas informações de bases que nunca chegarão aos gestores ou quando chegam e eles, não dão a menor importância, e baseado nessas histórias reais é possível descobrir o porquê os “talentos” vão embora da empresa, alguns deles:

  •   Baseado no treinamento escolhido pela empresa, o funcionário se vê obrigado a dobrar o trabalho e a empresa exigir a nova capacitação e não fornecer as ferramentas necessárias para a realização;
  •   O funcionário dentro do treinamento descobre que a empresa está muito atrasada em relação ao mercado;
  •   O fator salário frente ao novo desafio não é compatível com o mercado;
  •   A empresa possui um clima organizacional contaminado e muito difícil de mudar a curto tempo;
  •   Não existe qualquer política de reconhecimento, só metas sobre metas;
  •   As lideranças não exercem seus papéis, sobrecarregam a equipe com atividades desnecessárias e de grande tomada de tempo;
  •   A empresa captura para lideranças, funcionários cuja conduta dentro da base ela desconheça;
  •   Os processos são inadequados ao novo desafio e é extremamente proibido de se falar nisso;
  •   Alguns funcionários querem apenas emprego e não trabalho;
  •   Não estavam totalmente comprometidos, era apenas um trabalho;

A empresa hoje deve se pensar nos treinamentos com parte da estratégia, fazer com que exista um plano de educação continuada em cada etapa do projeto, assim proporciona uma maior retenção de seus talentos e o negócio continua fluindo em harmonia. Não se pode pensar em treinamentos paliativos, deve ser eficiente, dinâmico e estar em perfeita sintonia com a rotina da empresa, sempre pensando no funcionamento em sua excelência.

Algumas empresas amarram os seus treinamentos a contratos de trabalho, um período mínimo de permanência, sendo assim, se o funcionário tentar sair da empresa ele reembolsa o custeio de seu treinamento a empresa. Há outras formas de abordagens como: O funcionário entrega seus resultados? Então o treine, atualize seus conhecimentos, deixe clara a importância de ser o escolhido e elimine os colecionadores de certificados do grupo. No seu time, alguém com grande potencial? Segure-o, pague uma faculdade, MBA, algumas empresas oferecem intercâmbios, assim no mínimo estará com a estadia do profissional projetada.

Quer manter um gestor competente? Faça com que desenvolva multiplicadores, reconheça-o, treine e recicle, ofereça planos de participação nos resultados, e se ele continuar a crescer, sempre entregando o que é pedido, promova-o. Não há como saber o que se passa na cabeça das pessoas, porém é necessário um planejamento e revisão dele constantemente para manter um quadro produtivo em harmonia com resultados da empresa e saúde dos negócios. Sucesso!

Crédito foto: freedigitalphotos.net/Ambro

Informações do Autor

Robson Joaquim

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