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2012

Publicado por aline em 26 de novembro de 2009 – 8:31Sem Comentários

CHIODINI_PARA NET  Um dia, em algum lugar perdido na história, uma pessoa disse que o mundo iria acabar. Desde então, a criatividade humana, aspirantes a profetas, astrólogos, bêbados e cineastas, tentam adivinhar qual seria essa data derradeira. Muitos dos adivinhos arriscam palpites “certeiros”, outros já preferem dar pistas, como: “o fim do mundo será antecedido por um papa negro”. Conseguimos com sucesso (e sem esforço) passar por várias datas (que seria o ponto final da humanidade). 1999, 2000, 2006, foram alguns dos anos que marcariam essa tragédia. A data da vez, a “coqueluche apocalíptica” é o dia 21 de dezembro de 2012. Segundo especuladores da extinção humana, a data foi prevista pelos maias, em um de seus calendários de contagem longa. Os mais fiéis a essa idéia garantem que a data é correta, pois os maias eram exímios astrólogos. Sabe-se que o povo maia dedicava-se muito nos processos de desenvolvimento de marcação do tempo e criaram os calendários mais precisos do mundo antigo. Eles tinham vários sistemas de contagem de tempo, alguns baseados no sol, na lua, em Vênus e também um calendário de conta longa com duração de, aproximadamente, 5200 anos, subdividido em unials (meses de vinte dias), tuns (anos, composto de dezoito meses) e katuns (período com duração de duas décadas). Enquanto nossa contagem dos séculos é progressiva, o calendário maia acaba na data 13.0.0.0.0, que equivale (segundo algumas pessoas) ao dia 21/12/2012, e muitos criaram a analogia de que este seria o último dia de existência da raça humana. Porém, os mais sensatos dizem que após o dia 13.0.0.0.0, o calendário zera e recomeça (0.0.0.0.1). Creio que essa seria a profecia apocalíptica com menos lógica, afinal, se os maias tivessem tanto conhecimento, a ponto de conseguir descobrir o dia da extinção humana, como eles não conseguiram descobrir um meio de preservar seu próprio povo?
Enfim, quando pensamos no assunto, inegavelmente nos remetemos a idéia de que não irá acontecer e, se acontecer, não importa quando, como ou onde vai acontecer, acredito (acreditamos) que meus amigos, as pessoas que amo e eu, seremos alguns dos sobreviventes. Esse é o pensamento conseqüente do instinto de sobrevivência e da esperança humana.

João Chiodini

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