Uma conversa sobre má qualidade: Economize agora, pague depois!

Qualidade é um dos assuntos mais tratados no meio organizacional, mas pouco se fala sobre a má qualidade. Um dos grandes tabus organizacionais é uma empresa admitir que não possui qualidade ou que possui a chamada má qualidade. E isso se dá justamente pelo medo de afetar sua imagem perante os clientes e sociedade. Mas isso não impede que a má qualidade ocorra dentro das empresas, pelo contrário, acaba por dissemina- la sem a devida intenção. “Qualidade hoje deixou de ser um diferencial e passou a ser questão de sobrevivência”. Eu já venho dizendo isso há anos, mas infelizmente, ainda ouço frases como: “qualidade tem um alto custo”, “não tenho dinheiro para investir em qualidade”, “meu pessoal não está preparado”, “daqui um tempo eu vou investir”, “depois te ligo para conversarmos a respeito” e por aí em diante. O que não sabem, é que só o fato de pensarem assim, já estão contribuindo e muito para o custo da não qualidade. E pior, sua imagem já está manchada há tempos! Toda e qualquer empresa deve pensar e se basear nos seus custos (diretos, indiretos, contábil e gerencial), mas quero abordar sob um ponto de vista crítico, que são os custos da qualidade, que podem ser divididos em dois: 1) Custos da Qualidade: são investimentos em prevenção e avaliação, assegurando um nível de qualidade de produtos e serviços da empresa. 2) Custos da Não Qualidade: definidos através da somatória das despesas relativas a falhas internas e externas da empresa. a) Falhas Internas – ex:. material sucateado, recuperação de materiais, material comprador não conforme, tempo de reprojeto, material e mão de obra adicional, bem como o de perdas devido a descontos dados a produtos ou serviços de qualidade inferior. b) Falhas Externas – ex:. reclamações de clientes incluindo despesas, correção de imperfeições, custos de garantia, litígios (questão judicial), vendas perdidas, reputação. c) Em complemento, ainda existem outros custos da não qualidade não mensuráveis, como o de vendas perdidas e o de reputação da empresa. Agora, você já parou para imaginar o quanto uma empresa pode estar gerando de custos da não qualidade? O quanto em reais ela está perdendo ou mesmo deixando de ganhar? Tenho muitos amigos profissionais que só pensam em aumentar o faturamento de uma empresa, mas, mais importante do que isso, é atuar na redução do índice de custos da não qualidade. Tem frisado muito isso, pois eles que “sangram” uma empresa, podendo leva-la a falência ou mesmo gerar um grande déficit para ela. Fique atento aos custos que citei acima, principalmente aqueles que estão gerando desperdícios para sua empresa. Faça um diagnóstico das principais fontes de desperdícios e falhas. Invista em gestão, invista em qualidade, na prevenção e avaliação para poder reduzir as falhas internas e externas. Não perca mais tempo. Até quando você vai continuar a deixar sua empresa perder dinheiro? Pense nisso!

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Renato Chaves

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