DICAS: Como a escola pode participar do Outubro Rosa?

Outubro chegou e muitas instituições já estão mobilizadas para conscientizar mulheres a se prevenir contra o câncer de mama. Outubro Rosa é uma ação mundial, que nasceu nos Estados Unidos no início dos anos 90 com o intuito de estimular a participação da população no controle do câncer de mama.

Mas como a escola pode participar dessa ação?

Muita gente desconhece, mas as jovens também são suscetíveis a contrair a doença. De acordo com o site da Drogaria Sare, a incidência é pequena entre adolescentes, sendo apensas 0,09% dos casos, mas isso não significa que não mereça atenção. Os cânceres de mama que aparecem em adolescentes ocorrem em portadoras de mutações genéticas. Além disso, outros fatores de risco são principalmente o fato da mãe da paciente ter tido câncer de mama antes dos 50 anos ou, também, câncer nas duas mamas.

A escola também é um ambiente de orientação, seja para os próprios estudantes, seja para suas famílias, por isso vale tanto a pena apoiar e participar desse movimento.

Separamos aqui algumas opções para que as escolas se envolvam com o Outubro Rosa:

Conte com um especialista

Os professores devem, primeiramente, tratar o assunto de maneira séria e demonstrando a importância da discussão do tema. Por se tratar de um assunto tão delicado, cujas especificidades não sejam de conhecimento comum, é possível que muitas alunas se sintam intimidadas, por isso, vale recorrer a um especialista para uma palestra ou roda de conversa.

Proponha pesquisas

O tema também pode ser tratado como pauta para pesquisas acadêmicas. Os alunos podem realizar atividades em grupo em que buscam as informações e depois compartilham com a turma. Assim, eles podem complementar curiosidades uns com os outros e realizar um debate extremamente rico.

Utilize casos concretos

Muitas vezes é preciso mostrar casos concretos de pessoas que tenham passado pela doença para que os estudantes compreendam sua complexidade e a necessidade de prevenção. Um exemplo de sobrevivente é a psicopedagoga Maria Eunice Rodrigues. Após se livrar de um câncer de mama ela decidiu publicar em um livro todos os anseios, dificuldades e alegrias desse momento tão difícil. Atualmente ela ministra palestras nos mais diversos lugares contando sua história e dando uma lição de vida para todos. O livro “A verdadeira história da menina espantalho” é uma narrativa leve e acessível para todos os públicos.

Conscientize em diversos meios

É muito comum, nas escolas, aqueles murais em que são reunidas as principais informações de determinados temas. Não só de forma física, mas atualmente é possível realizar “murais virtuais”, de forma que alcance ainda mais leitores e propague a ideia. A partir da temática Outubro Rosa, os alunos podem desenvolver conteúdos, não só para ficarem expostos nos corredores, mas também em suas redes sociais, seja por meio de um vídeo, uma imagem ou um texto. É uma forma bonita da escola ultrapassar os limites de espaço e levar uma mensagem positiva a todos, em qualquer lugar.

Veja aqui o exemplo da Escola Estadual Prof. Nelson Alves Tremura em 2015.

Independentemente do meio ou do formato, o mais importante é que os alunos compreendam a necessidade de pensar em seu futuro, não só pelas questões profissionais, mas também pelas questões de saúde.

Realizar uma educação integral é um compromisso de todos e a escola não pode ficar de fora, afinal de contas, ela é um dos ambientes mais importantes para a construção da identidade do cidadão.

Que todos possam lidar consigo mesmo de forma responsável e preventiva.

*Texto originalmente desenvolvido para a Plataforma JUNTOS.
Imagem: Komen Austin

Informações do Autor

adriananeves

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