Especial: você conhece o Patrimônio Histórico de Jaraguá do Sul?

A Fundação Cultural de Jaraguá do Sul (FC) e o setor de Patrimônio Histórico iniciam hoje uma série de reportagens sobre a importância da preservação da memória através de imóveis tombados ou de interesse de preservação. A cidade conta com 91 tombamentos que incluem imóveis, árvores, pontes, escolas, igrejas e um núcleo rural. Trata-se uma forma de preservar não somente características arquitetônicas e modelos construtivos, mas seus hábitos e história. Um trabalho gradativo e feito a conta-gotas quando comparado com o pensamento da arquiteta Jurema Machado ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan): “na contramão do mundo em vivemos, o patrimônio não está sob o domínio do efêmero e do imediato (…) e se soubermos alcançar a amplitude de seus significados encontraremos uma forma particular para o nosso projeto de desenvolvimento”.

patrimonio-2Um dos imóveis que personificam a vontade de preservação é a Casa de Eurides e Hilda Murara Silveira, que no próximo ano completa 100 anos de edificação. Construída com a técnica de alvenaria autoportante e com características ítalo-brasileiras, teve um pedido de tombamento voluntário. Algo que vem se tornando cada vez mais comum, uma vez que a questão, tão carregada de estigmas e inverdades, é esclarecida. A casa se localiza na Rua Ricardo Luiz Floriani, na localidade de Ribeirão Grande do Norte. Tombada por decreto em 2004, recebeu intervenções de restauração com verba do Fundo Municipal de Cultura desde 2011, segundo o arquiteto e integrante do setor de Patrimônio da FC, Carlos Baratto. A etapa, agora, consiste no restauro da pintura interna. A preocupação maior é deixar o imóvel com as características originais, num trabalho minucioso, desde a pesquisa à execução. De acordo com Baratto, o imóvel recebeu, inclusive em uma das etapas, valas antivibratórias que evitam rachaduras na edificação, causadas pelo tráfego pesado da rua.

patrimonio-3Benefícios – Pela lei 1854/94, edificações típicas ou de valor histórico podem sofrer processo de tombamento compulsório, quando é de interesse da comunidade; ou voluntário, solicitado pelo proprietário. Uma vez tombado, o imóvel continua sendo dos proprietários, pode ser vendido, alugado ou cedido, desde que não alteradas as suas características físicas. Outra vantagem é a possibilidade de participação de editais para obter recursos para sua restauração e manutenção, seguindo critérios de preservação do estilo arquitetônico original. Outro aspecto econômico importante é a isenção tributária municipal sobre o imóvel. O tombamento também não é algo imutável, como acreditam muitas pessoas.

Mais informações no blog do patrimônio jaraguaense.
Texto: AssessoriadeComunicação/PMJS/FC
Imagens: Harysson Passig/PMJS

Informações do Autor

Bruna Borgheti

Jornalista formada pelo Bom Jesus/Ielusc, de Joinville-SC, é acadêmica do curso de Letras da UniCesumar. À frente da redação das publicações do Grupo Dom7, faz a edição e curadoria de conteúdo do site e já teve suas aventuras pelo mundo corporativo, mas gosta mesmo é de um documento de Word em branco. Tem sugestões pra dar? É ela que você está procurando. Entre em contato pelo [email protected]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *