Especial Patrimônio Histórico: Casas Schmitz, Koppmann e Piazera

A segunda reportagem da série especial sobre a importância da preservação da memória por meio de imóveis tombados ou de interesse de preservação, com o auxílio do setor de Patrimônio Histórico da Fundação Cultural de Jaraguá do Sul, chama atenção para um dos poucos remanescentes agrupamentos sequenciais de exemplares arquitetônicos de época na cidade.

O conjunto arquitetônico é formado por três imóveis que servem de referência na linha do tempo, mostrando as transformações e o desenvolvimento da cidade e sua história. Típicas da década de 1950, construídas lado a lado, ficam na Avenida Mal. Deodoro da Fonseca, em frente ao Museu Histórico Emílio da Silva.

 

Conjunto-1Especial: Agrupamento Sequencial de Exemplares Arquitetônicos

Trata-se dos casarios: antiga casa Schmitz, antiga casa Koppmann e antiga casa Piazera, todas devidamente tombadas com decretos municipais de 2011 e 2012. Construídas em alvenaria autoportante, contam com excelente estado de conservação, abrigando comércios e estabelecimentos de prestação de serviços.

A Casa Schmitz, com 360 metros quadrados, assim conhecida por abrigar, por muitos anos, um comércio com este sobrenome, tem características teuto-brasileiras. A edificação é um sobrado semelhante com as casas encontradas nas regiões de imigrantes teutos, italianos e lusos. É um dos exemplos com mais destaque da tipologia desta arquitetura, com proporções clássicas, vãos verticalizados e telhados menos proeminentes. As aberturas possuem frisos e contornos trabalhados, numa composição singela e harmônica.

A Casa Koppmann, com mais de 513 metros quadrados, é um sobrado com elementos diferenciados da arquitetura que até então vinha sendo produzida. A “Art Decô” traz elementos estéticos formais novos e mecanicistas para edificações produzidas com este estilo, a partir da década de 60. Integra o Projeto de Preservação – Memória e Identidade de Jaraguá do Sul, elaborado em 2009 pelo Setor de Patrimônio Histórico e Cultural e aprovado pelo Conselho de Patrimônio Histórico Arquitetônico, Artístico, Natural (Comphaan).

A Casa Piazera, com mais de 480 metros quadrados, é um edifício de valor cultural relacionado com a arquitetura teuto-brasileira em sua última fase, com algumas influências das edificações ítalo- brasileiras, anterior ao modernismo, fachada principal sem ornamentação e destaque para a horizontalidade das aberturas, mas que guarda lembranças da arquitetura regional: o telhado, os beirais e o enquadramento das janelas.

Conjunto - prancha
As três construções são exemplos da arquitetura do pós-guerra. Para o presidente da Fundação Cultural de Jaraguá do Sul, Sidnei Marcelo Lopes, os imóveis representam a memória do desenvolvimento da cidade e o trabalho da FC e do setor de Patrimônio é estimular um olhar atento por parte da sociedade sobre a especial importância da preservação destes bens culturais.

 

Mais informações sobre o assunto e a reportagem especial AQUI e AQUI.
Texto: Assessoria/PMJS com Colaboração do setor de Patrimônio Histórico da Fundação Cultural
Imagens: Fundação Cultural/PMJS/Divulgação

Informações do Autor

Bruna Borgheti

Jornalista formada pelo Bom Jesus/Ielusc, de Joinville-SC, é acadêmica do curso de Letras da UniCesumar. À frente da redação das publicações do Grupo Dom7, faz a edição e curadoria de conteúdo do site e já teve suas aventuras pelo mundo corporativo, mas gosta mesmo é de um documento de Word em branco. Tem sugestões pra dar? É ela que você está procurando. Entre em contato pelo [email protected]

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