Nem 10, nem 15: apenas 1 estratégia para combater a depressão

Não importa onde ou com quem estejamos. Ela, a depressão, chega em algum momento do dia, da semana, da vida. Como lidar com isso? Muitos simplesmente cedem e se aprochegam também. Fecham as cortinas, deitam na cama, cerram os olhos e entregam-se docilmente.

Outros tentam espantá-la como moscas teimosas que sempre voltam para atormentar. Há os que procuram ajuda, os que acham que podem resolver sozinhos e os que se isolam por um tempo ou todo o tempo. E ainda existe aqueles que buscam tipos mirabolantes (quase em desespero) de soluções para tamanha dor. Somos um infinito de possibilidades. Os homens da ciência estudam o universo exterior com curiosa perplexidade. Muito justo, necessário. Mas para entender o que está por trás das estrelas, só depois de mergulhar fundo num universo ainda maior e mais complexo. O da alma. Principalmente da alma imediatista que reside na maioria dos seres humanos. O minuto de fama da vida é tão fugidio quanto qualquer outro. Seja TV, nas redes sociais, ou num golpe de sorte. Tudo passa. Mas a depressão normalmente é o resultado que fica. E ela não escolhe ricos e pobres. Se bem que pobre, de tanto trabalhar, tenha menos tempo para pensar nela, embora esteja ali.

Começa com um sei lá o quê de melancolia que pode, se não se tomar os devidos cuidados, transformar-se rapidamente em depressão, prostração e o inevitável nocaute. Cada um lida com este sentimento à sua maneira. Grandes pensadores como Nietzsche e  Schopenhauer – este mais niilista e pessimista que aquele, portanto divergentes em questões cruciais – também foram acossados pela depressão e reagiram até certo ponto de forma semelhante. Pode parecer paradoxal, mas é difícil para todos, sem exceção, enfrentar esta sensação que nos assalta nas madrugadas frias da alma. Há os aparentemente fortes, que ainda, em pleno século XXI acham frescura. Mas, no fundo, sabem que não é, porque está lá fustigando eles também.

Mas reflito –  não como filósofo que não sou, mas como homem comum – tudo na vida tem solução, menos o inevitável. Talvez melhor seria dar tanta importância, sem deixar de lado. Equilíbrio é a palavra tão distante desse mundo sem bússola.

Enfrentar, se entregar ou até mesmo guerrear contra tais sentimentos pode ser mais perturbador que eles próprios. Não tenho uma fórmula, já que eu mesmo estou sendo vigiado por eles agora. Decidi escrever. E até que aliviou um pouco.

Então, uma boa maneira de lidar com essa inquietação é  não deixar esse estranho cansaço persistir e fazer algo que se goste. Como ler, escrever, cantar, dar uma volta, falar com alguém, gritar mais alto que as ondas do mar (já experimentou?), ou dormir um fim de semana inteiro. Seja lá o que for. Mas nunca estagnar.

Essa é a principal e única dica. A depressão adora água parada. É onde ela faz seu ninho. Por isso separei essa frase de Nietzsche.

Quando ela chega...

Imagem de capa: freeimages/Dan Penton

Informações do Autor

Mauro Barbosa Gomes

- Escritor, palestrante e músico da banda Quinta Nota. - Dois livros de crônicas/contos: A Chave do Seu Coração e Olhares. - Faz eventos promocionais com palestras e música em livrarias e Cafés. - Participação na Bienal Internacional do Livro 2016 no Anhembi São Paulo com tarde de autógrafos para “Olhares” , publicado pela Chiado Editora. - Integra a Antologia Poética Além do Céu Além do Mar que reúne poesias de vários autores Brasileiros em 2017. - Autor do Projeto literário Musical "O Tom da Letra" levado há dois anos em bares, restaurantes, etc. - Cronista por dez anos da revista eletrônica InfoWebNews (www.infowebnews.com) - 2001 a 2011 - Dois trabalhos publicados em Antologias literárias vencedoras do Prêmio Porto Seguro de Crônicas em 2008 e de Contos em 2009 - Dois contos selecionados para a Antologia de Contos 2009 do concurso da Editora Guemanisse, em Teresópolis. - Curso de Oficina Literária Afrânio Coutinho (OLAC) – 1992 - Curso de Redação Publicitária - 1987 (Faculdades Integradas Hélio Alonso) Gosto de falar de relacionamentos, cotidiano, a vida em geral.

3 Comments
  1. Ary Cruzeiro

    11 de março de 2017 de 13:25

    A depressão é o mau do século. Considerada uma epidemia. É muito difícil sair sem ajuda médica e espiritual.

  2. Cintia

    10 de março de 2017 de 13:46

    Ótimo texto,coerente e envolvente.Quem nunca se viu à sombra de tais sentimentos?

  3. Odilon Pilli

    10 de março de 2017 de 11:36

    É isso aí meu amigo Mauro: Fazendo autoanálise e descobrindo qual é o principal fator que desencadeia esse processo, fica mais fácil encontrar as soluções – que não são a curto prazo. “Você é o que pensa,age e reage”

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