O impacto da falta de Empatia nos relacionamentos

Independente da esfera em que se situa, todo tipo de relacionamento apresenta complicações. Por exemplo, no campo da amizade e do namoro, balancear as personalidades é uma dificuldade enorme, enquanto, no trabalho, aliar humanidade ao relacionamento chefe e empregado é uma tarefa muito complexa. De fato, é difícil interagir com os indivíduos ao nosso redor, tornando-se imprescindível o domínio da empatia. Afinal, a falta de empatia impacta imensamente qualquer tipo de relacionamento.

Mas, o que é empatia?

Ao contrário do que o senso comum diz, empatia não é um sentimento, ela é uma capacidade – ou seja, ela pode muito bem ser aprendida e dominada. De acordo com o dicionário Michaelis, pode definir-se empatia como: “Habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa”, ou então, em definições de dicionários populares da web, trata-se de colocar-se emocionalmente no lugar de outra pessoa, de entender o sentimento alheio. Compreendendo, dessa maneira, o que é empatia, torna-se mais fácil entender que faltam pessoas empáticas no mundo.

A falta de empatia que domina as relações humanas

Seja pelo peso que a mídia digital tem na sociedade, seja pela liquidez das relações, contemporaneamente, é impossível não notar a apatia dos seres humanos. À parte de casos de perda da empatia por questões cognitivas, não há mais a possibilidade de achar esfera de interação social na qual a atitude empática se faça presente, o que acarreta uma série de problemas psicossociais como a depressão e o bullying. Em vista da situação descrita, o debate sobre o assunto nunca foi tão necessário.

De todos os elementos presentes no comportamento apático, a indiferença é o mais sério e grave. Esse paradigma de ação consiste em não se importar com o sentimento daquele com quem se convive, deixando a pessoa em situações desconfortáveis, que não a agradam. Tal conduta pode ser vista, por exemplo, em pessoas que têm dificuldades em pedir desculpa e assumir suas falhas, ou então em indivíduos que gostam apenas de receber, o clássico “faça por mim, porém não faço questão de fazer por você”.

Se a empatia fosse a regra

A maneira de agir descrita acima entra em contraste exatamente com a empatia. O indivíduo que a domina é capaz de analisar a situação por outro ângulo e tomar atitudes que visam ao bem-estar do outro e dele próprio. Normalmente, essas pessoas são aquelas que evitam situações de conflito – muitas vezes coisas bobas do cotidiano, mas que podem ser desagradáveis –, procurando deixar seu amigo, parceiro, colega de trabalho em situações tranquilas.

Logo, pode-se então ver com clareza o choque que acontece quando duas pessoas, uma de natureza empática e outra de natureza apática, encontram-se na vida. Acaba-se criando um relacionamento cansativo e que esgota, pois uma está sempre cedendo, pedindo desculpas, às vezes em situações que não fez nada errado, e procurando fazer tréguas, enquanto a outra internaliza sentimentos negativos, não assume seus erros e não se importa com o que o próximo sente. Por conseguinte, cria-se um ambiente pesado, de cansaço emocional, no qual a empatia costuma a perder.

A apatia como defesa

Destarte, inicia-se um processo de perda da característica empática, perde-se a importância que antes se dava ao próximo. Não há ser humano que aguente esse tipo de relacionamento e, para se defender, acaba-se reproduzindo o comportamento apático. Institucionaliza-se, assim, um ciclo de tristezas e infelicidades. É preciso, pois, tomar atitudes sobre o assunto, caso contrário, o indivíduo apático entrará no mais baixo nível de apatia: “morte em vida”.

A guerra contra a apatia de caráter social só pode ser vencida de uma maneira: mudança de comportamento. Por mais difícil que seja, analisar o comportamento daquele que está ao nosso redor, vendo se ele está ou não confortável com a situação, e, caso não esteja, tomar medidas para uma mudança são o melhor curso de ações a se tomar. Independentemente de serem circunstâncias que pareçam bobas e/ou simples para um, para o outro pode ser desagradável, logo, por que não mudar e fazer o bem?

Hoje, escolher a empatia não é nem remotamente fácil, cair nas garras da apatia é muito fácil e tentador. No entanto, ao optar-se pelo lado do bem, as relações sociais ficam mais prazerosas e harmônicas, pois a mesma medida que se pede favores, recebe-se favores. Pessoalmente, procuro sempre ser o mais empático possível, não desistindo das pessoas e das situações, sempre na esperança de que aqueles próximos a mim, um dia, adquiram essa característica.

Informações do Autor

Ricardo Bibiano

Mineiro, Letras e professor de redação. Publico textos há aproximadamente 1 ano. Socialite falido.

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