Dia das mães: o que mais dificulta o trabalho dela é a sua opinião

Muita gente acha chato tanto debate sobre as belezas e opressões da maternidade quanto as escolhas e problemas que mulheres mães e não mães enfrentam. Fiquei lendo a timeline ontem, nesse dia das mães e, pensando nas coisas que me falam quando uma menina mais nova do meu círculo de amigxs ou não casada engravida, sempre rolam falas do tipo: “Você vai cortar os dreads né?”, “Você vai deixar de lado essa besteira de ativismo e arrumar um trabalho de verdade né ?”, “Chega de balada e viagens”, e por aí vai.

E isso são as mães novas, pois quando uma mulher não tem filhos é outro enredo, “você não vai ter filhos” “você tem que desencalhar”… Toda minha identidade, construída com muita luta até nosso presente momento, foi colocada em xeque diversas vezes com esse tipo de situação que me perguntavam e eu não sabia muito bem o que responder.

Por motivos de teimosia e marra, consegui manter minha postura e respeitar minhas opiniões individuais. Continuo tendo uma visão de amparo à todas as mães sem distinção, como acontece.

Cada história de maternidade, amor e sobrevivência é única. O debate ampliado é sobre a cultura de misoginia que limita mulheres que se tornam mães e estereotipa mulheres que não têm filhos. É sobre a territorialização da vida das mulheres. Feminismo não é romance, não é novelinha, é desconstruir mentiras históricas para conquistar a verdadeira liberdade de ser mulher plenamente.

Ninguém disse que ia ser fofo, é dolorido pra b*ceta.

Feliz dia das mães!

 

Informações do Autor

jhonatan santos

Estudante de jornalismo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *