Gerenciamento da rotina: a evolução está aí, aprenda a usá-la

A rotina guarda seus mistérios. Ela pode tanto ser sinônimo de saúde como uma cortina que acoberta a deficiências que podem arruinar seu negócio. O exercício diário do gestor é investigar as nuances de sua aparente monotonia, controlando as trincas do sistema por onde o inimigo possa avançar e estabelecer a desordem. O controle da rotina é a previsibilidade que medimos em forma de resultados. Assim, qual é a melhor forma de fazer o gerenciamento da rotina?

A rotina precisa ser analisada, portanto, em suas diversas facetas: quando revela o equilíbrio e a competência, ou quando mascara uma situação complicada e, assim, obscurece nosso entendimento sobre uma dinâmica que exige atenção ou ação imediata. Nesse segundo caso, tudo parece estar normal e não nos atinamos para algo deletério que se manifesta sob seu manto.

Por outro lado, no plano do pessoal, a rotina pode nos causar a sensação de desencanto, exatamente porque aparentemente está tudo sob controle, o que é sem graça, não mexe com nossa adrenalina. A sensação de monotonia gera o tédio e o desejo de mudar de vida. É natural que muitos profissionais se sintam mal em um ambiente onde a rotina é soberana. Mas quando isso acontece, é um sinal evidente de equívoco no plano da gestão.

Claro que é grande a chance de a pessoa estar em lugar errado e, por isso, não se encontrar na estrutura em que está inserida. Mas o grave não é isso e, sim, quando a empresa não consegue compartilhar a questão essencial da rotina, que é o gigantesco desafio de mantê-la, de evidenciar a todos que ela precisa ser preservada com obstinação e muita inteligência.

Uma boa rotina é aquela apoiada em uma série de instrumentos capazes de dimensionar as intempéries do mercado. Além dos sistemas convencionais que traduzam o desempenho em números e sirvam para fazer diagnósticos e prognósticos, o empreendedor perspicaz é aquele que não se ilude com a rotina e vai além, criando sua própria luneta para captar o que está na linha do horizonte e ainda não chegou aos sensores monitorados pela sua equipe.

Quando se vê a rotina em sua dimensão maior, ela muda de status e se torna desafiadora. Não mais como uma realidade a ser combatida, mas a ser exaltada e cultivada. Não algo que entendia, mas que estimula. Somente por meio dela é que se alcança a evolução do negócio. Qualquer descompasso que ocorra na empresa, pode-se ter a certeza de uma coisa: a rotina está desestruturada ou desestabilizada.

A falha na disciplina do gerenciamento da rotina é a falha principal que compromete diretamente a evolução do negócio. São as forças ocultas tomando conta do cenário e colocando a casa de cabeça para baixo.

Crédito imagem: freedigitalphotos.net/by iosphere

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Alessandro Natal

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