Gestão na dimensão da arte: as chaves para a boa gestão

Clareza é tudo. Alguns fatores são chaves para a boa gestão. Em primeiro lugar, o empresário deve estar sintonizado com o que acontece no setor em que atua. Não pode perder de vista o que acontece no âmbito político e as possíveis intervenções problemáticas do governo no mercado. Por fim, no campo interno,precisa primar pelos recursos técnicos, para se abastecer de informações que deem um retrato real do potencial do seu empreendimento na obtenção de resultados. Nesse último quesito, temos a tecnologia e a capacitação de pessoal.

Escrever é fácil, o difícil é aplicar esse conhecimento, que parece simples, mas é do tamanho do mundo.No entanto, já existe conhecimento de sobra para ninguém ficar na mão por falta de análises técnicas, conceituais e, enfim, de esclarecimento em qualquer quesito da gestão. Temos tratado nesse espaço de questões básicas, como trabalho em equipe, organização de processos e formação de lideranças, com o objetivo,a partir do bom senso, de reduzir racionalmente desperdício de recursos econômicos, humanos, de material ou de tempo, sem perder a qualidade do resultado final.

Acreditamos que isso tudo não exige nenhuma reengenharia sofisticada, inacessível ao pequeno e médio empreendedor. Mas pouco temos falado da clareza em particular. Porque a falta de discernimento entre um ponto e outro, a falta de capacidade para elucidar um problema e chegar na questão central, que o alimenta, é o fator determinante para a sua não solução. Sem saber onde está o X, não há superação adequada, mas aparente e, na maioria das vezes, enganosa. O tempo passa e ele volta a assombrar, porque nunca deixou de estar ali.

Volto a insistir, não basta ferramentas para esse diagnóstico. Há aos montes no Brasil e no mundo. Mas falta usá-las adequadamente sem que elas também se tornem partes do problema. Se o empresário tivesse a clareza da estrutura que montou, se tivesse a clareza dos procedimentos necessários para ela funcionar corretamente,se tivesse líderes que fossem exemplos de conduta para o bom desempenho da equipe, inclusive o aprendiz entraria no time e, após a etapa de treinamento, cumpriria sua função com afinco e eficiência.

A maioria dos empresários, no entanto, não sabe ou não consegue assumir essa postura de articulador de um xadrez tão complexo, pois nem sempre tem a clareza necessária de sua própria obra. Quando o empreendimento nasce, não é mais de uma pessoa. Se assim fosse, não seria um empreendimento de mercado. A sociedade o incorpora e a inter-relação entre publico interno e externo torna-se uma constante. As ideias particulares perdem a força se ela não encontrarem sintonia com o coletivo e os meandros dessa relação não forem iluminados pela luz da técnica. Enfim, este é o tipo de quebra-cabeça para o qual não existe fórmula pronta que o leve a uma imagem definitiva. A fórmula e a forma são uma conquista do talento, que dá à razão dimensão de arte.

Crédito imagem: freedigitalphotos.net/zole4

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Alessandro Natal

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