A vista espetacular do Hiking ao Pico Itapiroca

No último dia 3 de Julho tive a oportunidade de conhecer mais pico da Serra do Ibitiraquire, o Itapiroca, com seus 1.805 metros de altitude. Saí de Jaraguá do Sul por volta das 4 horas da manhã com destino ao Pórtico da Expoville, na cidade vizinha de Joinville, onde me reuniria aos demais membros do Grupo Cachorro do Mato que participariam do Hiking ao Pico Itapiroca. Após o deslocamento até Campina Grande do Sul, Paraná, onde encontramos os últimos membros do grupo, fomos em direção a Fazenda Rio das Pedras, esta localizada em uma região privilegiada pelas magníficas montanhas da Serra do Ibitiraquire.

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Foto tirada do cume do Itapiroca

Carros estacionados, últimos preparativos concluídos, iniciamos a trilha por volta das 8 horas. Paradinha na Pedra do Grito para fotos, onde encontramos um grupo grande com mais de 15 pessoas que tinha o mesmo destino que o nosso, o Itapiroca. Mais alguns minutos e o grupo alcançou o Morro do Getúlio (que estava lotado, por sinal), parada quase que obrigatória à maioria que utiliza a trilha do Pico Paraná para acessar o mesmo ou as montanhas próximas. Poucos minutos depois, seguimos em frente, concluindo rapidamente o trecho exposto da trilha, passando pela bifurcação que leva ao Pico Caratuva. Em seguida, iniciamos o trecho de escalaminhada por raízes e pedras, com direito a parada rápida na bica da água (que também estava lotada). Encontramos muitas pessoas descendo a trilha, vindos do Pico Paraná e Itapiroca principalmente. Retomamos a caminhada e logo estávamos na bifurcação que leva ao Pico Itapiroca (seguir à direita na mesma).

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Foto tirada da área de Camping do Itapiroca

Em poucos minutos alcançamos a principal área de acampamento do pico, mas ainda não estávamos no cume. Pausa para fotos do Pico Paraná e de toda a Serra do Ibitiraquire, aguardamos os demais membros do grupo chegarem. Depois da foto do grupo, seguimos em direção do “livro-cume” e ponto mais alto do Itapiroca (que também estava lotado). Ao todo, a subida para o Pico Itapiroca percorreu 4,7 km, com desnível de acumulado de 870 metros, em cerca de 3 horas de trilha.

Ficamos cerca de 1 hora no cume do Itapiroca, onde almoçamos, fotografamos e rimos muito, para então começar a retornar para a fazenda de onde partimos. A descida foi tranquila e bem mais rápida, menos de 2 horas. Após nos desfazermos das mochilas e roupas suadas, fomos à Fazenda Pico Paraná, ao lado, saborear um pastel de queijo com Coca-Cola, pois ninguém é de ferro.

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Serra do Ibitiraquire

Sobre o Pico Itapiroca

O Itapiroca é a quinta montanha mais alta do sul do Brasil, sendo uma formação rochosa de granito e gneisse, localizada entre os municípios de Antonina e Campina Grande do Sul, na Serra do Ibitiraquire, que em tupi-guarani significa “Serra Verde”. O acesso a esse pico inicia na mesma trilha que leva ao Pico Paraná, sendo necessário seguir à direita na segunda bifurcação. Do seu cume é possível avistar praticamente toda a Serra do Ibitiraquire onde se localiza o Pico Paraná. Também é possível avistar a Represa do Capivari a oeste, Pico Caratuva ao norte e os picos Tucum, Camapuã e ao longe o imponente Ciririca ao sul/sudeste/sudoeste. Ao longe, ainda são visíveis as montanhas das serras da Graciosa, Baitaca e do Marumbi. O “livro-cume” localiza-se no primeiro cume, contudo o ponto mais elevado fica um pouco mais adiante, seguindo por 5 minutos a trilha que passa ao lado da pedra onde se localiza o livro.

 

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Todas as imagens: Alex Wisnieski

Minha opinião:

A visão do Pico Itapiroca é algo indescritível, valendo todo o esforço da caminhada de quase 5 km de trilha para alcançar seu cume. É uma das melhores opções para quem deseja observar e fotografar o Pico Paraná e ainda não está com o preparo físico adequado. Mas não se engane, para chegar lá é necessário certo esforço, principalmente na subida do Morro do Getúlio e no trecho de escalaminhada. Levar água, comida, jaqueta corta vento e/ ou protetor solar são indispensáveis, pois no cume dessa montanha fica-se a maior parte do tempo exposto a sol, vento e chuva. Escolher um dia – mesmo que seja difícil – que não tenha tantas pessoas tantas pessoas também é interessante, devido ao pouco espaço no cume. Como alternativa pode-se ficar mais tempo na área de acampamento.

 

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Voltando para casa…


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Informações do Autor

Alex Wisnieski

Analista de Sistemas, turista, aventureiro, trekker/ hiker, ciclista, aficionado por natureza, viagens, esportes e agora colaborador do site Dom7.

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