Hiking Noturno Ao Pico Paraná – Ponto Mais Alto Do Sul Do Brasil

Nem o frio que já fazia (entre 0 e 5 graus) na noite de sexta-feira, 11 de junho; nem mesmo a previsão de a temperatura baixar ainda mais no início da manhã de sábado, dia 12, foi capaz de desanimar o grupo que tinha se programado para realizar um Hiking noturno ao ponto mais alto do sul do Brasil: Pico Paraná e seus imponentes 1.877 metros de altitude, localizado na divisa das cidades de Antonina e Campina Grande do Sul, no Paraná.

Pico Ciririca visto do Pico Paraná
Pico Ciririca visto do Pico Paraná

Reunido em um posto de gasolina às margens da Rodovia BR-116, o grupo tomou um breve café para tentar espantar o frio e lá fomos nós em direção à Fazenda Rio das Pedras, onde inicia a trilha de acesso ao Pico Paraná. Por volta da meia-noite de sexta para sábado iniciamos a trilha com um frio congelante. Porém, passados menos de 30 minutos de caminhada, o calor já foi tomando conta do pessoal – que começou a se desfazer do excesso de roupas. Depois de percorrermos os cerca de 8 km de trilha, passando pela Pedra do Grito, Lago Morto, Morro do Getúlio, bifurcação para o Pico Caratuva, bica d’água, bifurcação para Pico Itapiroca, trecho das raízes, áreas de acampamento, grampos e Casa de Pedra, chegamos ao cume pouco antes das 6 horas da manhã.

Cume onde fazia um frio de rachar (os dedos das mãos estavam extremamente gelados) e no qual parte do nosso grupo já estava tentando se aquecer. Aguardamos uns minutos até o sol nascer, tiramos muitas fotos, preparamos um café quentinho e lanchamos (teve gente que até conseguiu dormir). Mais algumas fotos tiradas, iniciamos a descida pouco depois das 9 horas, parando para mais algumas fotos de ângulos não aproveitados durante a madrugada. Por volta das 17 horas todos estavam de volta à fazenda. Foram percorridos mais de 16 km em cerca de 17 horas de uma aventura bem gelada, mas inesquecível.

 

picoparana-sol nascentePico Paraná: O Ponto Mais Alto do Sul do Brasil

O Pico Paraná, também chamado carinhosamente de PP, é a maior montanha do sul do Brasil, com exatos 1.877 metros. Ele foi descoberto pelo pesquisador alemão Reinhard Maack, conquistado em julho de 1941 e está situado na Serra do Ibitiraque, que em tupi-guarani significa “Serra Verde”. Essa cadeia de montanhas ainda inclui cumes como o Caratuva, o Tucum, o Ciririca, o Ferraria, Itapiroca, dentre outros.

São oito quilômetros de subida – e às vezes algumas “escalaminhadas” – nos 1.120 metros de ascensão até seu cume. O conjunto principal do maciço rochoso que compõe o Pico Paraná é formado por três cumes: pelo próprio Pico Paraná, União e Ibitirati. Neste último está o mais alto paredão de granito do Brasil, com 1.050 metros de altura, com inclinações que variam dos 70° aos 90°. Do alto dos seus quase 1.900 metros é possível contemplar a Serra do Mar e sua exuberante Mata Atlântica; o litoral paranaense com as baías de Antonina e Paranaguá; e mais ao longe a cidade de Curitiba.

 

Grupo Cachorro do Mato e o sol nascendo no Pico Paraná
Grupo Cachorro do Mato e o sol nascendo no Pico Paraná

Minha opinião:

Apesar de a trilha ser bem demarcada e muito frequentada, o Pico Paraná não deve ser confundido com um passeio no parque, pois a distância percorrida, a altimetria acumulada e o frio são alguns dos fatores que podem fazer a aventura se tornar um problema para você e para outros. Não são poucos os casos de pessoas que passaram mal ou mesmo se perderam nessa região. Portanto, vá preparado, com pessoas que conhecem a região, pois, com certeza, será uma aventura inesquecível, com visuais espetaculares. O mais recomendado é conhecer o PP acampando no local, pois terás mais tempo para curtir o visual e explorar a região. Mesmo assim, em um “bate-volta” também é possível aproveitar muito as belezas que toda a região da Serra do Ibitiraque oferece a quem se aventura a conhecê-la.

 

Todas as imagens: Alex Wisnieski

Informações do Autor

Alex Wisnieski

Analista de Sistemas, turista, aventureiro, trekker/ hiker, ciclista, aficionado por natureza, viagens, esportes e agora colaborador do site Dom7.

1 Comentário
  1. Bruna

    17 de março de 2017 de 15:57

    Boa tarde,

    Achei espetacular essa trilha. Queria saber se ela é difícil e ingrime? Se existe guias nessa região? Que horas vocês iniciaram no “pé da trilha”? E parabéns pelo site, adorei seus textos e informações de trilhas.

    Agradeço desde já!

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