Intolerância no Brasil: será que sabemos conviver com diferenças?

Será que estamos preparados para conviver com as diferenças?

Nos últimos anos, os brasileiros têm se mostrado pouco tolerantes com trabalhadores estrangeiros, fugitivos de realidades problemáticas e praticamente inóspitas. Além disso, a intolerância com homossexuais, negros e crenças religiosas também tem sido comum tanto nos grandes centros quanto na periferia.

Poderíamos pensar que de um modo geral o povo brasileiro continua solidário e cordial como nos velhos tempos. Todavia, algumas análises podem ser feitas neste sentido.

Primeiramente, o país cresceu e os seres humanos mudaram. Os tabus do passado já não existem mais e a transparência das manifestações sexuais, religiosas e étnicas está mais acentuada.

Ainda poderíamos avaliar que são apenas alguns grupos intolerantes. Mas de que famílias se originam? A qual religião pertencem ou pertenceram? Em qual circulo de amizade estão inseridos?

A dificuldade para aceitar as diferenças tem feito parte dos grupos jovens, bem como de adultos mais experientes. A mesma pessoa que é simpática com estrangeiros, por exemplo, pode ser violenta com sua esposa ou filhos e assim por diante.

Na verdade, queremos uma nação só nossa: Com proibições absurdas; Com militares governando; Igrejas condenando. Policiais executando os criminosos; Escolas ditando comportamentos sociais.

O país da diversidade cultural, conhecido pela cordialidade, está mudando e rejeitando o samba nas paradas de sucesso. O país do carnaval já não acredita mais na fantasia, no rei momo, na alegria da mistura.

Estamos constatando que o mundo está entrando numa era em que muitos países já não são mais nações, em consequência das guerras, dos conflitos ou de desastres ambientais.  Dessa forma, a migração acontece continuamente e a necessidade de ter países que acolhem refugiados, protejam seus direitos e aprendam com essa diversidade cultural é demasiadamente importante. Para isso, é preciso que a humanidade resolva distúrbios sociais como o ódio a tudo o que representa o ¨diferente¨.  Se o Brasil começar a entender isso, já é um passo para não elegermos políticos preconceituosos, homofóbicos e corruptos. As sociedades têm os políticos que merecem? Talvez, se olharmos para os projetos que tramitam nos Congressos contrários às liberdades.

Enfim, esperamos um futuro próspero, onde as riquezas culturais em nosso país não se percam pela ignorância.



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Informações do Autor

Maria Rosa de Miranda Coutinho

Sou mestre em Ciências Sociais pela UFSCar e além da experiência como professora, circulo na área literária com publicações para o público infantojuvenil. Administro uma loja virtual que comercializa livros de autores da cidade de Joinville e sou membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais da mesma cidade.

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