Caminhos para combater a Intolerância Religiosa no Brasil

O início da história da intolerância religiosa é tão antiga quanto a religião em si. Desde o princípio até os dias atuais, o indivíduo em um dado momento da existência humana, de algum modo, teve contato com o que chamamos de “religião”. Foi na era da alta Idade Média que o ensinamento de crenças, ideologias e pensamentos religiosos começou a eclodir, devido o fato da igreja ter forte influência e dominação sobre a sociedade.

O conceito de religião na modernidade é entendido como a busca por uma visão de mundo e pela sabedoria de viver. Em outras definições, a religião é compreendida como uma lógica, usada para distinguir o raciocínio correto do incorreto. Na maioria das vezes, a religiosidade é utilizada para formar, desconstruir, apoiar e se tornar o bem ou mal desse planeta. Acompanhada do seu contexto histórico, e provinda das propostas e das ideias iluministas, ela contribuiu muito para o desenvolvimento do sujeito ao longo do tempo. E também para que na atualidade, todos constatem os conflitos, causados pela intolerância de religiosos que usam sua fé para desmistificar a fé alheia.

Hoje no Brasil, por exemplo, católicos, evangélicos, espíritas e outros religiosos são o retrato fiel da troca de culturas provindas dos mais diversos lugares. Do ponto de vista antropológico e sociológico, essa miscigenação nunca foi e aparentemente nunca será respeitada.

Por isso, a principal solução para combater a intolerância religiosa no nosso país, é tratar a questão eticamente. È preciso promover a diversidade cultural das diferentes crenças, gêneros e raças, através de palestras, debates e campanhas nas escolas, universidades e no corpo social. Além disso, é necessário que a mídia retrate os casos de intolerância religiosa, a fim de conscientizar a população de que existe intolerância, preconceito e discriminação em todos os lugares.

Outras medidas que deveriam existir para combater esse problema da realidade nacional, seria o respeito ao próximo, e a valorização dos princípios, dos valores e das atitudes que as pessoas tomam baseadas na fé. Porém, antes disso, deve-se intervir na política, questionando assuntos que estão sempre em pauta nos discursos dos governos, mas que são tratados de maneira fragmentada.

A exemplo disso, as relações existentes entre estado e governo, que, por sua vez, abrem espaço para acontecimentos de fatos sociais, e tornam-se sistemas de domínio e poder responsáveis por  proporem regras morais para conduzir o modo de agir no mundo do homem físico social. Além de tudo , a política e  a religião tomam uma dimensão espacial muito grande – capaz de dominar nossas vidas, mas deixando a critério de cada individuo escolher a sua verdade e o seu bem.

Cito estas entre tantas outras propostas possíveis para combater a intolerância religiosa no nosso país. É importante respeitar todas as reflexões, pensamentos religiosos, propostas, opiniões, costumes e culturas. É indispensável também, sem duvidas, continuar tendo esperanças de que um dia no Brasil prevaleça ao invés de  atritos, desuniões e intolerância. Prevaleça o exercício  de cidadania, entendimento e respeito a todas as diversidades. Sejam elas religiosas ou não.

Imagem: flickr/jenny downing



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Informações do Autor

José Domingos

Acadêmico do curso de Letras-Português e Francês da UFS, è bolsista do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica). No universo corporativo atuou em vendas e em relações administrativas. Hoje, prefere ver o mundo através das páginas. À frente do projeto Cine Qua Non, desenvolve trabalhos voluntários nas áreas de literatura , artes e comunicação . Têm artigos publicados em Webartigos.com.br, e é também colunista no Portal Sucesso Jovem.

2 Comments
  1. felipe

    1 de maio de 2017 de 16:47

    oi gente
    gostei muito desse site, parabéns pelo trabalho. 😉

    • José Domingos

      José Domingos

      7 de maio de 2017 de 18:11

      Querido leitor ,
      obrigado pelo carinho . 😉

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