Mãe! o filme: uma análise do lançamento mais importante do ano

Mãe!, é uma produção norte americana de 2017 do estúdio Paramount. Orçado em 30 milhões de Dólares, o filme foi originalmente programado para ser lançado em 13 de outubro de 2017, mas foi antecipado para 15 de setembro de 2017 no circuito mundial. Aqui no Brasil o filme estreou no dia 21 de setembro, e sendo recente seus números de receita ainda não são definitivos. Até agora, já beiram algo em torno de 100 milhões de Dólares.

Quem assina o roteiro e direção é Darren Aronofsky, cineasta responsável por obras de sucesso como Noé (2014), Cisne Negro (2010), O lutador (2008) e Réquiem para um sonho (2000). Todos filmes tensos, dramáticos, fortes, obras psicologicamente perturbadoras e dificilmente compreendidas à primeira vista.

Com elenco estrelado por Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris, Michele Pfeiffer, Mãe!, o filme entrega mais que o esperado e nos brinda com atuações muito convincentes, em especial por parte do elenco feminino. Apesar de inicialmente divulgado como Terror, o gênero certo para a película seria suspense dramático.

O filme retrata o dia a dia de uma jovem dona de casa (Lawrence) que passa seus dias arrumando e reformando seu lar, enquanto seu marido (Bardem), escritor e marido displicente que vive um bloqueio criativo, tenta retomar sua carreira e escrever sua grande “obra”. O casal leva uma vida tranquila até a repentina chegada de um homem que se identifica como “Doutor” (Harris) e de sua esposa (Pfeiffer). A partir a temática do filme muda, a película se torna mais escura e sombria mostrando a real intenção que Aronofsky pretende passar com sua obra.

Um turbilhão de eventos caóticos e sem sentido que beiram a loucura e a irrealidade começam a acontecer, tornando a vida do casal protagonista insustentável. Por muitas vezes o espectador tem a sensação de estar presenciando pesadelos ou devaneios da mente perturbada da personagem principal e que ela logo acordará e retomará sua monótona vida, o que obviamente não acontece.

Além de possuir uma fotografia peculiar e trilha de sonora tensa que serve para criar o clima pretendido pelo diretor, o filme é marcado por momentos muito intensos e pela impactante violência visual que podem chocar os expectadores mais sensíveis devido o alto grau de realismo. Porém, é bom lembrar que na obra não existe violência por violência, tudo tem significado e serve para compor o universo criado pelo diretor e prender a atenção de quem assiste a película.

Apesar do grande sucesso de publico, Mãe! Tem sido alvo de críticas por ter como pano de fundo a história do Gênese e a interpretação muito particular do diretor sobre os acontecimentos relatados na bíblia. Aronofsky cria uma trama intensa, tensa e controversa e deixar que o expectador construa seu próprio ponto de vista sobre o tema e seus personagens.

Deixando de lado ideologias religiosas e outras problemáticas, Aronofsky passa sua mensagem/crítica de forma eficiente sobre assuntos como degradação da sociedade, familiar, ambiental e dos recursos naturais de forma bem fluente dentro de sua obra.

Mãe!, é um filme para todos, porém de aceitação de poucos. A película abre possibilidade para varias interpretações, o que gera um certo desconforto mental em boa parte da plateia, principalmente ao jovem público que esta mais acostumado a obras mais dinâmicas porém vazias de conteúdo que se tornaram marca registrada de Hollywood.

Assista com calma e sem preconceitos, e depois conte nos comentários o que achou.

Imagem: Paramount/reprodução



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Informações do Autor

Natan Rufino

Nascido em São Paulo, criado no Rio de Janeiro, estudante de jornalismo. Acredito que a informação e o conhecimento mudam a vida das pessoas. Jornalismo, Cinema e viagens são algumas de minhas paixões.

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