Mais técnica e menos burocracia: inovação, disciplina e ação!

Não há segredo para ganhar dinheiro senão com a customização das tarefas, menos burocracia inovação, disciplina e ação! Além da atitude empreendedora é importante, uma vez ou outra, verificar o entorno global em busca de melhores ações. É praxe que um comércio ganha com compras bem feitas, com limpeza, bom atendimento e a qualidade do produto e serviço. Mas, o quilômetro a mais é de fato necessário mais técnica, e pelo outo lado, a atitude de menos burocracia. Se em pequena empresa assim funciona, em grande empresa igualmente. Uma coisa simples sobre um conceito antigo ou mesmo novo, no qual o cliente busca soluções e bons produtos, verificamos que não há resultados sem a adoção de mais ações técnicas e menos burocracia. Simples como os indígenas sabem que aldeias que possuem excesso de cacique a desordem impera, logo o excesso de burocratas não poderia ser diferente a uma empresa ou nação. Burocratizar, setorizar e corporatizar é um caminho para travar as engrenagens do desenvolvimento. Em ambientes burocratizados, com excesso de setorização, o senso de urgência acaba por morrer, e quando o cliente compra algo, este quer receber ontem, seja produto ou serviço. Burocracia é algo como uma faca de dois gumes! É difícil compreender de início, mas honestamente possui a sua vantagem e desvantagem! O dicionário nos informa que burocracia é a classe dos funcionários públicos ou a tramitação demorada de papeis, nas repartições públicas. Logo, qual a desvantagem! A desvantagem existe quando o empreendedor, pesquisadores ou profissionais quer empreender, produzir, trabalhar e gerar recursos, renda e trabalho, e a burocracia causa transtornos, inconvenientes e acaba deturpando a competitividade e matando o senso de urgência. A vantagem fica clara quando o assunto envolve o meio ambiente! Neste caso, quando oligopólio e monopólio, ou melhor, um modelo predatório especulativo e corporativista, ou mesmo pequenas ações surge querendo supostas licenças ambientais que nada mais são do que autorização para desmatar, destruir e predar a fauna e flora, apresentando resultados nada além de forte especulação selvagem, talvez a burocracia seja uma boa coisa em alguns casos. A razão deste assunto envolve a natureza, em uma comparação entre o equilíbrio biológico e o empreendedorismo, em especial no Brasil.

A ausência de diversidade econômica é sinal de problema na economia local, de uma cidade e até de um país. Universidades que não produzem nada, junto a falsas economias amparadas no welfare state e especulação, forte cultura do hot money e rentista, excesso de burocratas e falsas empresas formadas por oligopólios corporativistas, no qual essa sopa forma uma confusão que nutre por determinado ponto de vista a cultura da corrupção. Tudo isso igualmente forma a economia falsa, predatória e virulenta a saúde e ao meio ambiente de qualquer nação. Na economia verdadeira é necessário um equilíbrio entre economia primária, secundária, terciária e quaternária, e modelos mais complexos que estão surgindo, além de ações de Universidades produtivas e mais cenários de P&D. É difícil explicar esse organismo econômico, mas a economia pode ser comparada a biologia como um ser vivo, contendo nutrição e regras de funcionamento bem rígidas, algumas bem claras e outras ocultas. Deixando mais claro, se há excesso de comércio, ou excesso de prestadores de serviço, e poucos sistemas produtivos, indústrias ou centros Universitários realmente produtivos, e a cobrança de resultados por órgãos, em especial privados, temos como resultado algum defeito no organismo. Como na natureza, como observamos na cadeia alimentar, quando um ambiente é exterminado por construções, como um pântano ou rio, no qual os sapos desaparecem há infestação de insetos, como moscas e outros, um sinal de desequilíbrio claro. Na economia ocorre algo semelhante, no qual a diversificação é que torna a economia forte. O equilíbrio é necessário para o bom funcionamento da economia, logo a saúde econômica de uma cidade, estado ou país. Cidades crescem e as pessoas se distanciam da manufatura, é um fato verificável em grande parte dos estados, o que resulta em desequilíbrio da economia. Quanto mais pessoas tiverem sua atenção, as mãos e o contato direto com a cultura manufatureira, artesã e de produção das coisas ao invés de apenas se aproximar de produtos quando estes já estão prontos, indica a saúde da economia de um país. O excesso de especulação imobiliária é um sinal de desequilíbrio econômico inclusive! Uma cidade de rentistas e especulação imobiliária, expulsando fábricas em teoria pode até ser bonito e viável, mas a realidade prova o exato contrário, ou seja, o desequilíbrio econômico evidente.

Na atualidade com as tecnologias e maquinário atual, moderno, eficiente e produtivo, de alto rendimento, ocupando pouco espaço, é algo que indica novos nichos ainda não visualizados por alguns empreendedores. Em muitos casos, fábricas podem ser ecológicas e ocuparem pouco espaço, sendo tão produtivas quanto grandes empresas. Esta é a razão do título desta apresentação! Mais técnica e menos burocracia! Diante da especulação imobiliária e os altos custos de imóveis, muitas empresas procuram outros lugares, mas, em muitos casos pela modernização e novas técnicas os custos podem ser reduzidos, o espaço, e toda a forma de produzir. Consequentemente, mantendo o equilíbrio econômico dos lugares. Cidades não podem viver apenas de um setor, e sim pela diversificação. Uma economia é composta de comércio, produtos, processos e serviços, e quanto mais diversificada for a oferta, produção e serviços simples e complexos, mais forte é a economia. Outro ponto importante que causa desequilíbrio econômico grave é a corrupção encarcerada nos meios políticos que priorizam os oligopólios corporativistas oficializados e autorizados, em verdadeiros conluios oficiais, para exploração predatória dos recursos e ambiental da nação para simples venda especulativa de commodities. Uma nação não deixa o conforto de venda de commodities da noite para o dia! Em uma nação com oligopólios divididos entre chefes de estado e especuladores, sendo que estes oligopólios corporativistas concentram uma renda elevada do PIB, direto para especulação e para rentistas, sem refletir em praticamente nada a favor da economia. Por um ponto de vista mais amplo nessa cadeia, imagine essa “economia falsa” atuando como areia no lubrificante das engrenagens econômicas reais. Não é difícil e nem é necessário muito esforço para compreender a razão de no Brasil o comércio estar muito mais à frente na questão de inovação que a indústria, que está sucateada na maioria dos casos, quase na UTI, e não é apenas por causa do câmbio como defendem alguns. A explicação curta é o já claro desequilíbrio na economia agravado. Temos assim a razão de o comércio ter se desenvolvido tanto e a indústria estar quase sucateada, a nível de estagnar. A questão é tentar saber até quando uma economia pode sobreviver apenas da predação e de repasses desses recursos! Mesmo sabendo que o País é rico em diversidades de recursos para predação e revenda dessas commodities, a longo prazo o passivo ambiental emite a pesada fatura.

Uma política industrial é necessária porém, não é fácil e se apresenta como algo impossível ao atual Brasil, ao que indica os analistas, e qualquer sinal de política industrial é apenas demagogia pura. O que resta está nas mãos das micro e pequenas empresas que são mais independentes, além dos bons profissionais que acabam fazendo as coisas funcionar. E mais um detalhe interessante é que o que faz o bom profissional, o bom técnico, o bom professor, o bom empreendedor é a oportunidade e não apenas treinamento igualmente, sem a oportunidade inicial não há a atitude. Sem oportunidade não há bons profissionais, a ausência de cenários é outro indício de desequilíbrio na biologia econômica saudável. Porém, para haver bons profissionais é necessário ao mínimo uma a duas décadas anteriores de cultura técnica e produtiva. Quando jovens não se interessam pelos pontos de interrogação, mas apenas por entretenimento imediato, a coisa toda complica ainda mais. O ponto de interrogação nunca foi tão importante quando na atualidade! Observa-se na atualidade que os jovens não mais se fazem e fazem perguntas, como tentar saber porque o céu é azul ou como os aviões voam, mas tratam isso como algo trivial, já que está tudo na Internet na atualidade! A questão é que essas perguntas, mesmo triviais são combustíveis para exercitar os cérebros nesta direção inovativa e não de comportamento de rebanho. Não é em vão que observa-se na maioria das cidades a perda de competitividade, o que reflete no Brasil perante outras nações na maioria dos testes. E o mais interessante é que mesmo diante dessa diversidade de problemas crônicos e complexidades, há uma vivida movimentação e atitude empreendedora ocorrendo e fluindo, e funcionando perfeitamente devido a ações individuais de empreendedores, na maioria massiva de pequenas atitudes.

Crédito imagem: freedigitalphotos.net/Salvatore Vuono

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Informações do Autor

Edilson Gomes de Lima

Professor Edilson Gomes Lima – Pesquisador nas áreas de ciências e inovação. Biologista e ambientalista. Palestrante em escolas e faculdades para alunos em formação. Autor de vários livros sobre ciências e empreendedorismo.

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