De amador a MasterChef: Conheça Leo Young, vencedor da 3a edição

Um ano na Tailândia e quatro meses na China foram suficientes para o empresário paulista Leonardo Young, 31 anos, descobrir a paixão pela gastronomia oriental e asiática. Mestiço de chinês com austríaco, ele conta que cozinha desde criança com o incentivo dos pais, mas o hobby só ficou sério mesmo com as experiências fora do Brasil.

Quando voltou ao país natal para retomar o curso de administração e iniciar carreira no mercado financeiro, Leo Young ganhou experiência trabalhando em bancos e corretoras de valores e, em 2008, assumiu o negócio da família: uma editora de livros e revistas que, em sete anos de gestão, deixou clara sua vocação para a carreira corporativa.

youngFoi com intenção de juntar suas duas paixões que Leo Young se inscreveu no MasterChef Brasil, programa que acompanhava desde a primeira temporada. Depois de uma trajetória de muitos desafios e grande crescimento, ele se consagrou campeão da terceira edição do programa da Band, despertando uma legião de admiradores e aproximando-o do sonho de ter seu próprio negócio no ramo.

“O carinho e o retorno do público foram surpreendentes. Fico muito feliz por ter uma torcida tão intensa e vibrante, que reconheceu o meu potencial, garra e dedicação. A energia positiva do #teamleo era o meu combustível para continuar firme e forte na cozinha do MasterChef Brasil, pronto para enfrentar qualquer desafio”, conta Leonardo. Organizado, detalhista e apaixonado por frutos do mar, ele nunca deixa faltar na cozinha arroz e molho shoyu. O segredo das receitas? “Cozinhar com paixão”.

Quer descobrir como foi a participação no programa e quais são os projetos futuros do empresário no ramo da gastronomia? Confira o bate-papo a seguir!

 

Dom7 – Qual foi seu primeiro contato com a cozinha?

Leo Young – Foi quando fui morar fora do Brasil, na Tailândia e na China. Como morava sozinho, tinha que cozinhar para poder me virar e acabei descobrindo minha paixão pela gastronomia.

 

D7 – Quando você soube que queria seguir carreira no ramo?

Leo – Quando tomei a importante decisão de entrar no MasterChef já tinha certeza de que esse era o caminho que queria seguir. Deixei o programa com a mesma certeza, não devido ao título que conquistei, mas sim por ter colocado meu gosto pela cozinha à prova com muita pressão sem afetar meu apreço pela gastronomia. Nada melhor do que unir uma paixão com o trabalho.

 

D7 – O que a cozinha representa para você?

Leo – Paixão, dedicação e arte.

 

youngD7 – Como você se sentia perante a fama de “jogador” que tinha no programa?

Leo – Essa fama que eu tinha com alguns dos competidores não me afetava, afinal não concordava com esse rótulo. Fui o que menos torceu contra ou “olhou” para a panela alheia. Queria vencer com o meu sucesso, não com o fracasso do meu colega.

 

D7 – Qual lição você tirou da participação no programa?

Leo – Um dos maiores aprendizados que tive com a competição foi o amadurecimento mental e emocional. O programa é um teste para cardíacos e o mais incrível é que muitas vezes as provas exigem mais do seu lado emocional do que do lado técnico e do conhecimento da gastronomia. Nem sempre o melhor cozinheiro vencia as provas, mas sim o mais bem preparado e equilibrado naquele dia.

 

D7 – Quem é o Leo Young antes do MasterChef e depois do MasterChef?

Leo – O Leo Young antes do MasterChef não tinha certeza de que era bom na cozinha e de que conseguiria enfrentar tantos desafios. Como sou muito detalhista e perfeccionista, não sabia se seria capaz de administrar o tempo curto das provas.

O Leo Young após o programa é uma pessoa muito mais madura e que hoje consegue contornar as adversidades de maneira mais segura e precisa. E, claro, hoje tenho certeza de que cozinho bem!

 

D7 – Qual é o seu estilo na cozinha?

Leo – Sou uma pessoa calma e organizada, mesmo com a correria e a pressão da cozinha. Gosto muito da parte artística, então sempre prezo pelo corte dos ingredientes e a apresentação moderna dos meus pratos.

 

D7 – Quais são os planos a partir de agora?

Leo – Estou me dedicando aos inúmeros projetos que estão surgindo, como eventos de gastronomia e a apresentação da Prévia do MasterChef na Band. Na sequência, pretendo fazer o curso que ganhei no Le Cordon Bleu e abrir meu próprio negócio no ramo da gastronomia – não necessariamente um restaurante.

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Todas as imagens: Leo Freitas/Arquivo Pessoal

D7 – A que você atribui o “glamour” que recentemente passou a ser associado à profissão de chef?

Leo – O trabalho incrível de alguns chefs premiados – sejam eles renomados, como Alex Atala, ou da nova geração, como o chef Rafa Costa e Silva – tem sido responsável por esse destaque à profissão de chef/cozinheiro.  Acredito que a popularização do programa MasterChef, no Brasil e em outros países, também contribuiu muito.

 

D7 – Quais ingredientes não podem faltar na sua cozinha?

Leo – Gengibre, pimenta e ervas frescas.

 

D7 – Há algum prato que você não consiga ou não goste de fazer?

Leo –Miúdos!

 

D7 – Em sua opinião, é possível ganhar dinheiro sendo chef? Qual o melhor mercado para alcançar o sucesso na área?

Leo – Claro que é possível! Não gosto de estigmas e esse é um dos que estão totalmente errados. O melhor mercado para se ter sucesso é aquele em que há uma boa demanda para o que você tem a oferecer, entregando ao cliente um bom custo-benefício, inovação e um excelente atendimento.

Colaboração: Tudo em Pauta Comunicação Integrada

Informações do Autor

Bruna Borgheti

Jornalista formada pelo Bom Jesus/Ielusc, de Joinville-SC, é acadêmica do curso de Letras da UniCesumar. À frente da redação das publicações do Grupo Dom7, faz a edição e curadoria de conteúdo do site e já teve suas aventuras pelo mundo corporativo, mas gosta mesmo é de um documento de Word em branco. Tem sugestões pra dar? É ela que você está procurando. Entre em contato pelo [email protected]

1 Comentário
  1. Patrícia Alves

    22 de março de 2017 de 20:03

    Adorei o artigo…. Beijinhos

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