Corrupção, Atentados, Doenças. Ufa! Vamos mudar de assunto?

Tudo bem, é importante estar antenado num mundo que vive assim 24 horas por dia, 7 dias da semana. Mas a mídia vem massacrando a população com tanta notícia negativa…

E o pior: O povo entra nessa vibe. Se entrega na sofrência desse momento conturbado que vive não só o Brasil, mas o mundo.

Uma proposta: para um pouco e respira fundo. Isso. Agora pensa. Se você for deixar de comer porque acha que tudo está estragado, vai viver da luz solar? Tens evolução espiritual e estômago para isso?

E se não sai mais de casa por medo da violência, ou tem uma planilha com o nome de todos os envolvidos na lava-jato – que coisa complicada virou essa operação -, você deixou de viver sua vida e passou a viver o que a mídia quer.

O povo do Rio de Janeiro, de repente, resolveu viajar para Minas. E por quê? Vacinar contra a febre amarela. Chega a repórter, quatro horas da madrugada, fila num posto de saúde e pergunta:

– A senhora está aqui para se vacinar contra a febre amarela?

– Sim! Vou pra Minas – responde a cidadã, convicta.

– Que lugar de Minas? – Aí quebra a criatura. Ela ainda pensou em alguma cidade, mas resolveu insistir que ia para Minas, como se Minas fosse um lugar dentro do Estado de Minas Gerais.

Ou seja: ela não vai a lugar algum, mas o pânico criado em torno da febre amarela é tanto, que é mais fácil essa senhora pegar uma gripe – já que estamos no outono, madrugadas mais frias – ou ser assaltada, do que ser vítima da tal febre. Mas tem que ser  vacinada naquele dia. É o medo do que ouve na mídia e não entende. A vacinação vai ficar no calendário. Vivemos numa região metropolitana.

E o que dizer das pessoas que trabalham em frigoríficos? São como nós. Responsáveis. Erros acontecem. O problema é mais, como sempre, da corrupção de alguns do que da qualidade dos alimentos.

Se você largar um pouco a TV e redes sociais e for andar pelas ruas, vai perceber, se não feliz de todo, mas aliviado certamente, que as pessoas em geral estão vivendo normalmente, apesar de tanta notícia ruim. Porém, graças ao bom Deus, o brasileiro ainda não entrou no clima da “Teoria do Caos”.

Mudando de assunto, especificamente falando sobre redes sociais, andava um tanto cético em relação a elas. Muitas bobagens, postagens cansativas de selfies, vídeos de toda sorte. Meu whatsapp não consegue fazer um download, porque o Smartphone, coitado, novinho há 6 meses, agora é um dinossauro.

Mas descobri uma utilidade verdadeiramente social nestas redes: falar com quem você ama e não vê há tempos, esteja essa pessoa onde estiver. E não é que se consegue amenizar a saudade com um abraço virtual? Ouvir a voz dos filhos, mãe, irmãos, amigos. Dar um alô, que seja. Melhor que ficar sem notícias.

Nesse mundo em que o individualismo, imediatismo e outros ismos tomam conta de nossa vida, ouvir sua mãe, que você não vê há meses, dizer “Deus te abençoe, filho” numa mensagem de voz,  faz a gente ainda acreditar na espécie humana. Somos capazes de criar coisas boas. O uso que fazemos delas depende do caráter. Esse sim, necessitando de evolução urgentemente!

Imagem: freeimages/Franck Michel

Informações do Autor

Mauro Barbosa Gomes

- Escritor, palestrante e músico da banda Quinta Nota. - Dois livros de crônicas/contos: A Chave do Seu Coração e Olhares. - Faz eventos promocionais com palestras e música em livrarias e Cafés. - Participação na Bienal Internacional do Livro 2016 no Anhembi São Paulo com tarde de autógrafos para “Olhares” , publicado pela Chiado Editora. - Integra a Antologia Poética Além do Céu Além do Mar que reúne poesias de vários autores Brasileiros em 2017. - Autor do Projeto literário Musical "O Tom da Letra" levado há dois anos em bares, restaurantes, etc. - Cronista por dez anos da revista eletrônica InfoWebNews (www.infowebnews.com) - 2001 a 2011 - Dois trabalhos publicados em Antologias literárias vencedoras do Prêmio Porto Seguro de Crônicas em 2008 e de Contos em 2009 - Dois contos selecionados para a Antologia de Contos 2009 do concurso da Editora Guemanisse, em Teresópolis. - Curso de Oficina Literária Afrânio Coutinho (OLAC) – 1992 - Curso de Redação Publicitária - 1987 (Faculdades Integradas Hélio Alonso) Gosto de falar de relacionamentos, cotidiano, a vida em geral.

4 Comments
  1. Fátima V.

    30 de março de 2017 de 08:56

    A “luz” que essa midia corporativa joga é mais pra cegar do que pra iluminar. Começa com o formato espetaculoso e infantilizado, que tá mais pra “novela”, “filme de terror”, do que pra “documentário”. Como li outro dia num blog, “quem quiser de fato entender o que está acontecendo, precisa desligar a TV e abrir alguns livros”.

  2. Renato Rodrigues

    29 de março de 2017 de 19:30

    Bastante pertinente nestes tempos de tantas notícias ruins. Precisamos realmente nos acalmar e não entrar na onda do caos.

    • Mauro Barbosa Gomes

      Mauro Barbosa Gomes

      30 de março de 2017 de 10:30

      Com certeza Renato. O desequilíbrio das massas fomenta o controle dos poderosos ou até mesmo o caos.

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