O primeiro voo: os seis elementos da história da nossa vida

Alguns longos anos se passaram desde que visitei pela primeira vez Porto Alegre, onde tive uma experiência que gostaria de compartilhar. Dia nublado e chuvoso, no aeroporto em São Paulo, e lá estava um Boing da extinta Varig nos esperando. Confesso que o medo do voo estava além da minha autoridade, o qual me dominava até mesmo em meus pensamentos.

Na sala de embarque, folheava jornais na espera daquela voz que nos avisaria a hora do embarque. E foi assim que tudo aconteceu. O Comandante estava nos esperando para dar boas vindas, o que para ele e demais tripulantes era o cotidiano. Fui o último a embarcar. A nossa apresentação foi marcante, devido a minha pergunta: “Bom dia comandante, temos paraquedas a bordo?”

Um grande sorriso foi despertado e eu acabei ficando sem graça, mas acabei compartilhando como se fosse realmente uma brincadeira… Era o fim da minha ansiedade. E para completar, no corredor do avião, um empresário que estava cansado de tanto voar me deixou sentar bem na janela. Em pouco tempo de viagem quase consegui acabar de ler meu velho livro “Amor de Perdição – Camilo Castelo Branco,” que comigo estava.

Num curto período de tempo chegamos ao Aeroporto Salgado Filho, onde, recuperado do primeiro susto, me retardei a sair de minha poltrona. Foi o último a sair.  O comandante me esperava na saída do avião.

Com a tranquilidade e elegância de quem é um líder, me fez a seguinte pergunta: “Fez boa viagem?” – Eu respondi que estava me sentindo em casa.

Ele acrescentou: “Estive pensando no que você me perguntou no início de nossa viagem, e tenho uma resposta: “Usamos o paraquedas quando tudo está fora do controle, ou então num salto, por puro prazer.

Algumas coisas que acontecem em nossa vida são verdadeiras lições que podem significar direção, orientação ou segurança para nós.

Hoje, quero trazer essa viagem marcante para os nossos dias, destacando seis elementos: A viagem, A Aeronave, O Comandante, O Empresário, O Passageiro e o Paraquedas.

A viagem – Representada por nossos sonhos, nossas idealizações, nosso norte, a busca de nossa melhor realização pessoal ou profissional.

A Aeronave – Marcada por nosso negócio, a realização de nosso sonho em andamento, nosso trabalho, enfim, nosso dia a dia profissional ou pessoal.

O Comandante – Há momentos em nossa vida em que o comando parece ficar em nossas mãos e somos forçados a tomar decisões. Se formos habilidosos ao lidar com situações de risco certamente a superação é uma questão de tempo. Mas, se no comando fizermos um “voo cego”, sem aparelhos ou sinalizadores, podemos nos tornar além de riscos, exemplos de “má gestão” para uma infinidade de outras pessoas que nos veem como um líder. O pior disso tudo é quando não mais acreditamos que somos líderes de nossas vidas.

O Empresário – Representa em muitas situações aquela pessoa próxima capaz de nos ajudar a conduzir nosso negócio ou vida, no momento em que não conseguimos reagir às reações adversas. Nunca serão nossos comandantes, mas muito próximos serão verdadeiras luzes para que possamos enxergar novamente e assim tomar uma direção adequada.

O Passageiro – Esse personagem bem que poderia ser a figura principal de toda essa história, pois cada um de nós é um potencial passageiro. Muitas vezes o medo do incerto nos leva a caminhos diferentes, o que pode nos proporcionar instabilidades emocionais e inseguranças.

Quando no Comando de nossas decisões nos faltarem discernimentos, a ocorrência do “voo cego “ será seguramente o que mais ocorrerá.

A insistência demasiada de atitudes sem coerência nos fará andar em círculos, não nos levando a lugar algum – ao contrário, iremos perder a credibilidade até mesmo de nossos amigos ou pessoas ligadas a nós.

O primeiro sinal será o distanciamento daqueles que até pouco tempo eram visitas ou coadjuvantes de sua luta. Nem sempre insistir num determinado negócio ou serviço será melhor resposta.

Por fim,

O Paraquedas – Muitos empresários famosos tiveram um momento em que a melhor opção foi parar ou mudar a estratégia do negócio. Assim como muitas pessoas ilustres, o Paraquedas, ou a “Mudança de Atitude” foram razões suficientes para encontrar outros grandes negócios e oportunidades.

Como o Comandante daquela Aeronave bem disse “Usamos o paraquedas quando tudo está fora de controle, ou então num salto, por puro prazer”.

Que você permita para sua vida um voo de grandes alturas, com a segurança de um verdadeiro comandante. Se bons amigos estiverem ao seu lado, celebre, pois serão poucos.

Finalmente, tenha sempre ao seu lado um Paraquedas e faça uma ótima viagem.

Mainaldo Medeiros – Autor, conferencista, com formação em Marketing, trabalhou nos maiores atacados do Pais. Especialista em gestão de Varejo.
Criador do CLUB DO VENDEDOR -(www.clubdovendedor.com.br), acessado em mais de 59 países.
Autor do livro “Miopia Corporativa” (Verdades e Mitos) publicado pela Editora 24 horas.
http://mainaldomedeiros.blogspot.com.br/
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Mainaldo Medeiros

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