Qual a diferença entre ser um chefe e ser um líder?

Não é de hoje que as pessoas têm se conscientizado da diferença entre um chefe e um líder. A figura do primeiro é relacionada a alguém que manda; já a do segundo está próxima a alguém que dá vontade de seguir, que inspira e nos ensina, que transforma o colaborador num seguidor.

Mas ser um líder não é uma tarefa simples. A posição está condicionada a responsabilidades grandes, inclusive a de ser um exemplo a quem trabalha junto. Quando exercemos um cargo de liderança, lidamos com um fenômeno complexo, um palco onde se movimentam vários atores, na maioria das vezes com interesses distintos e finalidades não tão convergentes quanto seria o ideal, em cenários que mudam cada vez mais rapidamente a partir de vários aspectos.

Nessa cena complexa, o líder precisa colocar em sua balança inúmeros fatores que, no final, não devem pender para nenhum dos lados. É exigido dele que equilibre continuamente energia, capacidade pessoal, organização, a opinião de outros líderes e os recursos que tem à disposição.

Tanto quanto as habilidades práticas e técnicas aprendidas em faculdades e cursos, a capacidade e o potencial emocional dos profissionais em lidar com os outros e consigo mesmo é cada vez mais visado e requerido por quem contrata. Ocupar uma posição de liderança e ser bem sucedido em sua carreira exige, com certeza, uma aptidão especial em lidar com os sentimentos e reações de colegas de trabalho, subordinados e superiores.

Ser um líder ao invés de chefe significa, também, utilizar algumas habilidades importantes. Entre elas:

 

  • Autoconsciência: conhecimento das próprias emoções, percebendo como e quando elas acontecem em nossa vida;

 

  • Gestão das emoções: capacidade de lidar com os sentimentos de maneira apropriada, sem se deixar dominar por eles;

 

  • Automotivação: poder de ativar as emoções positivas como impulso à ação;

 

  • Empatia: palavra originada do grego empátheia, que significa “entrar no sentimento”. É o reconhecimento do que os outros sentem;

 

  • Gestão eficaz das relações interpessoais: habilidade de flexibilizar os comportamentos e atitudes em relação à percepção de nós mesmos e dos outros.

 

Como podemos observar, a inteligência emocional, continua sendo um fator fundamental para o sucesso de um profissional, seja ele líder ou não. Saber lidar com as emoções é característica essencial no atual mercado de trabalho.

Isso significa que, num mundo corporativo no qual o principal capital se tornou o intelectual, essa figura necessita de um entendimento e compreensão maior para com seus preciosos colaboradores.

O verdadeiro líder tem a capacidade de ouvir o próximo, e fazer algo diferente. A diferença não está só na capacidade de gerir, organizar e guiar um grupo, mas também em ser líderes criadores de contexto, capazes de se colocar no lugar dos outros profissionais, de ousar e criar novas soluções para os mesmos problemas de sempre, e aptos a gerenciar tanto as suas quanto as competências emocionais de toda sua equipe.
Crédito foto: freedigitalphotos.net/stockimages

Informações do Autor

Eduardo Shinyashiki

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