O VOTO DA VEZ: como sair do círculo vicioso da política

Um dia depois de a imprensa brasileira divulgar os primeiros indícios de uma organização política corrupta, pensei qual seria meu papel diante dessa catástrofe. Analisei os fatos tentando filtrar e medir a veracidade das matérias que se avolumavam, e consegui me indignar profundamente com o cenário oportunizado por nosso próprio voto.

Estamos mergulhados, hoje, numa crise política, econômica e social que vem se estendendo há alguns anos.

Surpreendo-me com o tempo que passou e com a constatação de que continuamos estagnados com a ausência de um governo capacitado e decente para a condução de uma nova política.

Busco uma explicação para entender que senhores de terno e gravata dirigem um teatro político com cenas explícitas de pagamento e recepção de propina na forma mais desonrosa para um ser humano.

Volto então a um questionamento pessoal: Qual o meu papel diante de tudo isso?

Observo a cada dia uma sociedade impotente que espera da Justiça Superior Federal soluções para essa prostituição política. No entanto, é uma massa frágil, insegura e indecisa.

Sem mudar de canal ou ficar off, chego a uma conclusão muito simples. Preciso tomar uma decisão correta.

Para a maioria dos brasileiros, e mesmo para os funcionários públicos que estão sem receber salário e benefícios constitucionais, a incerteza sobre o rumo que o Brasil deve tomar ainda é um fato.

Em quem confiar como possível governante? O caminho da política vale a pena? Qual sistema de governo é mais favorável?

Assim, nos aventuramos com alguns palpites entre amigos e continuamos assistindo a peça teatral que nos prepararam.

Insisto então na mesma pergunta inicial: Qual meu papel como cidadão? E, finalmente, me encorajo a escrever aqui que votar é o ato mais digno e transformador que posso realizar. Sim, o voto. Embora por um tempo tenhamos deixado de acreditar nele, hoje se tornou a única chance que temos para expressarmos nossa vontade. Já não votaremos mais como antes – Penso. Mas sem dúvida, alguns equívocos ainda cometeremos. No entanto, somos livres para escolher, o que nos conforta.

Chegando ao fim deste texto, me descubro mais confiante, satisfeito com minha reflexão e sentindo que em 2018 tenho nas mãos o voto da vez.



                                                                                                               Publicidade
Informações do Autor

Maria Rosa de Miranda Coutinho

Sou mestre em Ciências Sociais pela UFSCar e além da experiência como professora, circulo na área literária com publicações para o público infantojuvenil. Administro uma loja virtual que comercializa livros de autores da cidade de Joinville e sou membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais da mesma cidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *