Em tempo de crise, a economia criativa sempre surgiu como um desafogo para as dificuldades financeiras. Foi assim em alguns países da Europa que reorganizaram suas atividades econômicas e seus rendimentos.

Nada mais natural, poderíamos pensar, é rever os caminhos financeiros para fugir da desaceleração, estagnação e incertezas econômicas.

Segundo o SEBRAE, ¨A indústria criativa estimula a geração de renda, cria empregos e produz receitas de exportação, enquanto promove a diversidade cultural e o desenvolvimento humano¨.

Os principais setores da economia criativa que conhecemos são: Design, Arquitetura, Gastronomia, Arte visual, Cinema, Música, Comunicação, Editoração, Games e Televisão.

Reconhecemos que, no Brasil, tais práticas ainda estão um tanto à margem de políticas governamentais, que deveriam favorecer as iniciativas. Todavia, o setor privado se organiza cada vez mais em torno do empreendedorismo, o que facilita em parte, todo esse movimento.

Os projetos que se desenvolvem com o suporte virtual estão ganhando campo em nossa realidade de microempreendedorismo. Embora o e-comércio não seja novidade no mundo econômico, acaba alavancando importantes atividades que convergem no conceito de economia criativa.

Deparamo-nos, a cada dia, com pessoas reinventando jeitos de criar, de fazer, de pensar e colocar valores. Muitos se recolocando no mercado por iniciativa própria ou migrando de um empreendimento a outro.

O aumento do desemprego tem, nos últimos anos, contribuído significativamente para que as novas práticas empreendedoras cresçam e, mais que isso, se reinvente enquanto criação econômica.

Os modelos de lojas virtuais, por exemplo, permitem que umas séries de agregações de valores sejam feitas a partir do produto escolhido. Assim, ganham maior clientela, a embalagem, o tipo de entrega, as redes de contatos virtuais, bem como os contatos pessoais.

Os resultados financeiros nem sempre são imediatos, mas é possível estabelecer para a economia criativa uma solidez que há décadas não se imaginava.

Por isso, cabe aqui salientar que um país que investe na criatividade tem maior chance de resolver seus problemas de ordem econômica, promovendo a interação de setores da economia com uma política voltada para esses segmentos.

Informações do Autor

Maria Rosa de Miranda Coutinho

Sou mestre em Ciências Sociais pela UFSCar e além da experiência como professora, circulo na área literária com publicações para o público infantojuvenil. Administro uma loja virtual que comercializa livros de autores da cidade de Joinville e sou membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais da mesma cidade.

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