Qual é a parte mais limpa (e a mais suja) do corpo humano?

Você já deve ter ouvido falar que, se Romeu tivesse uma visão microscópica da pele de Julieta, nunca teria se apaixonado por ela. Isso porque, de perto, estamos cobertos de sujeira e diversas bactérias – aliás, existem muito poucas partes do corpo humano que podem ser consideradas limpas, totalmente livres de germes. Em geral, as que chegam mais perto são os locais em que há líquidos. Portanto, estamos falando dos canais por onde passam as lágrimas e a urina, onde a taxa de bactérias “residentes” é mínima.

Elas também não existem na bexiga e nas partes inferiores dos pulmões. É por isso que a detecção de uma bactéria estranha nessas regiões é tão grave e um sinal quase certo de que a pessoa está passando por uma infecção. Apesar de o fato ser contraintuitivo, a urina humana é muito limpa – muito mais, inclusive, que a pele ou a saliva – e quase não apresenta bactérias em sua composição.

A parte mais suja, no entanto, já não deve ser uma novidade tão grande assim: a boca. Inúmeros estudos já demonstraram que a boca humana contém um elevado número de germes, o que se agrava com a falta da higiene bucal adequada.

As bactérias da boca são tão nocivas que podem causar doenças sérias como diabetes e doenças do coração. Em um beijo de língua, por exemplo, as pessoas trocam mais de 80 milhões de bactérias em dez segundos, de acordo com estudo publicado na revista científica Microbiome.

 

Imagem: VariousBrennemans

Informações do Autor

Bruna Borgheti

Jornalista formada pelo Bom Jesus/Ielusc, de Joinville-SC, é acadêmica do curso de Letras da UniCesumar. À frente da redação das publicações do Grupo Dom7, faz a edição e curadoria de conteúdo do site e já teve suas aventuras pelo mundo corporativo, mas gosta mesmo é de um documento de Word em branco. Tem sugestões pra dar? É ela que você está procurando. Entre em contato pelo [email protected]

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