Por que a pesquisa científica no Brasil não é tão boa quanto na Europa?

Quando se analisa a situação do apoio à pesquisa científica no Brasil, constata-se que ainda sofre pela falta de recursos, e por uma burocracia que atrapalha toda e qualquer iniciativa.

Além disso os cientistas brasileiros estão enfrentando grandes desafios com cortes nos orçamentos e com a arrecadação menor, afetando as agências de financiamentos.

Segundo o ranking da Nature Índex, a pesquisa científica brasileira corresponde a “apenas 3% da produção mundial” (Sanches,C, 20016).

Esses dados nos ajudam, sem dúvida, a refletirmos um pouco mais sobre as deficiências que o Brasil tem para desenvolver-se no campo da ciência com a qualidade necessária.

Na verdade, as pesquisas científicas brasileiras têm recebido maior incentivo financeiro nas áreas de Tecnologia e Agropecuária. Supõe-se  que pesa o interesse de grupos dominantes de nossa sociedade voltados exclusivamente para esses setores.

Na outra ponta, encontra-se as iniciativas científicas na área da saúde que convivem com as limitações impostas por governos que há décadas ignoram a importância deste setor de pesquisa.

Doenças complexas como o Câncer, Parckson e Mal de Alzheimer são temas de debates da comunidade científica que inclusive já obteve muitos progressos no estudo sobre essas enfermidades.

No entanto, o esforço dos cientistas brasileiros em contribuir com os avanços das pesquisas estrangeiras, embora seja bastante significativo, ainda patina nos obstáculos financeiros principalmente.

Estudos que apontaram, por exemplo, que o Mal de Alzheimer já se revelou uma anomalia celular de um ponto específico no hemisfério direito do cérebro devido a ausência de uma proteína, ainda não puderam prosseguir com pesquisas mais precisas para o tratamento curativo.

Cabe aqui lembrar que no Brasil identificou-se, aproximadamente, 200 mil pacientes com Mal de Alzheimer, e mesmo com um índice tão alto, a ciência progrediu muito pouco nesse tipo de pesquisa.

Os entraves que estamos discutindo não estão distantes do poder público ou do alcance da sociedade brasileira, mas diz respeito a todo cidadão que, sem compreender muitas vezes o processo de pesquisa, acredita na solução dos problemas básicos da vida humana.

Enfim, as instituições de pesquisas científicas representam uma parte importante da sociedade, embora não expressiva, mas essencial para o desenvolvimento humano. Pelo menos é o que esperamos.



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Informações do Autor

Maria Rosa de Miranda Coutinho

Sou mestre em Ciências Sociais pela UFSCar e além da experiência como professora, circulo na área literária com publicações para o público infantojuvenil. Administro uma loja virtual que comercializa livros de autores da cidade de Joinville e sou membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais da mesma cidade.

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