Quatro previsões para o futuro que você preferiria não saber

Como será a vida daqui a 100 anos? É só olhar projeções de décadas atrás para perceber que nunca conseguimos prever o futuro com muita exatidão. Principalmente na velocidade em que a tecnologia se desenvolve, hoje em dia, o ano de 2116 pode mesmo ultrapassar qualquer um dos nossos sonhos – ou, considerando o “fator humano” e a nossa dificuldade de viver harmonicamente em sociedade, podemos sentir saudades da prosperidade de hoje.

Segundo especialistas da ONU, a população planetária deve pular de 7 bilhões para 9,1 bilhões, 70% dos quais residindo nos centros urbanos. As metrópoles – como Nova York, Tóquio e São Paulo – devem dobrar de população nesse período, mudando todo o funcionamento da nossa civilização.

Eu e você, de qualquer forma, não vamos testemunhar nada do que um futuro tão longínquo nos reserva – e por isso mesmo, nossa única conexão com ele são as tendências da futurologia, que se renovam constantemente. Confira a seguir o que dizem as mais recentes:

 

A bola de cristal da ciência para o futuro

Calor

Dessa não vai dar para fugir. Nos próximos sem anos, segundo especialistas do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Unicamp, a temperatura média global deve aumentar entre 4ºC e 8ºC, afetando principalmente os polos. Por aqui, o Nordeste e a região amazônica é que devem sentir a diferença. Já a temperatura dos oceanos deve ficar 2ºC mais alta, afetando toda a fauna e a flora ao redor do planeta.

 

Fauna e flora

Paleontólogos acreditam que, em 300 anos, cerca de 75% dos mamíferos podem se tornar apenas lembranças em museus e livros didáticos. Na metade desse período, animais como macacos, chimpanzés, elefantes e leões já podem ter sofrido esse triste destino. O mesmo é dito da flora: estima-se que a maior parte da variedade natural da Terra estará conservada cientificamente, já que os habitats naturais devem desaparecer.

Outro tipo de mudança também é esperado: lentamente, desertos podem começar a trocar seu amarelo-areia pelo verde, com o surgimento de vegetação em áreas até então inóspitas.

 

Cérebro conectado e saúde programada

Esqueça os teclados e as telas de computador, tablet ou celular. Daqui a um século, tudo que você vai precisar fazer será desejar que as palavras sejam estampadas no seu (insira a palavra aqui, já que isso a gente não consegue prever). Assim, no futuro os chamados conectores Wet farão a ligação entre a matéria orgânica e os dispositivos eletrônicos de computador. Toda a história e o conhecimento humanos estarão a apenas um impulso nervoso de distância. Assim, você poderá passar o dia com a pessoa amada – que está do outro lado do planeta – e depositar suas memórias em um tipo de HD externo. Como num passe de mágica.

Ao mesmo tempo, a nanotecnologia poderá habitar nosso corpo de forma que consiga curar células e evitar o desenvolvimento de doenças, levando o ser humano a um estado mais próximo da eternidade. Essa previsão é quase certa – só não se sabe se o período de 100 anos vai ser o suficiente para um feito tão grande como esse.

 

Computadores

No próximo século, estaremos lidando com um dos maiores medos humanos relacionados à tecnologia: o “ponto de singularidade”, momento em que os computadores finalmente serão “mais inteligentes” que seus criadores.

Nesse momento, tecnologias de várias áreas evoluiriam cada vez mais e tao aceleradamente, se integrando e mudando a realidade com tanta rapidez, que a “curva da evolução” ficaria tão vertical que ultrapassaria o limite do próprio gráfico. A partir daí, ninguém sabe o que vem pela frente.

 

Imagem: LennyKPhotography

Informações do Autor

Bruna Borgheti

Jornalista formada pelo Bom Jesus/Ielusc, de Joinville-SC, é acadêmica do curso de Letras da UniCesumar. À frente da redação das publicações do Grupo Dom7, faz a edição e curadoria de conteúdo do site e já teve suas aventuras pelo mundo corporativo, mas gosta mesmo é de um documento de Word em branco. Tem sugestões pra dar? É ela que você está procurando. Entre em contato pelo [email protected]

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