A Moreninha, O guarani e a Prosa Romântica Brasileira

A Prosa Romântica no Brasil foi responsável pela iniciação dos escritos intitulados de “romances”.Cronologicamente, o Romantismo teve início no século XIX. Nessa época a família real estava hospedada na cidade do Rio de Janeiro, e os escritos eram , inicialmente, feitos para a leitura da corte.

O Romantismo foi um período de inovações para o Brasil no sentido de abordar temas nas obras como: O indianismo, a cor local, o regionalismo, o urbano e o contexto histórico. Todos os romances eram publicados em folhetins, a exemplo disso, A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.

Que foi oficialmente o primeiro escrito a ser considerado romance, por apresentar em seu desenvolvimento a descrição de costumes da sociedade carioca, suas festas, tradições, linguagem simples e uma trama fácil, de pequenas intrigas de amor e ciúmes, com o final feliz e com a vitória do amor. Além disso, A Moreninha (Dona Carolina), retrata em seu enredo a valorização das paisagens, as situações políticas, econômicas, e sociais. E abriu caminhos para outros autores clássicos da literatura brasileira, como José de Alencar.

Com a publicação de seus romances urbanos, regionalistas, históricos e indianistas, José de Alencar teve a preocupação de fazer da ficção um compromisso com a realidade, ao tratar em Iracema (A virgem dos lábios de mel), O guarani e em todas as suas outras obras, sobre o sentimentalismo, a valorização dos costumes da época e do Nativismo.

Em O Guarani, por exemplo, fica explícito para o leitor a ideia do índio como elemento formador do povo brasileiro, na busca da identidade nacional. Os prosadores Macedinho e Alencar deixaram para o século XIX e para as futuras manifestações literárias assuntos e interesses da atual formação da sociedade. Deixaram o cenário de um Brasil plural, onde habitaram e registaram a realidade vivida como grande panorama da literatura romanesca.

Imagem: Flickr.com/g_leon_h

Informações do Autor

José Domingos

Acadêmico do curso de Letras-Português e Francês da UFS, è bolsista do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica). No universo corporativo atuou em vendas e em relações administrativas. Hoje, prefere ver o mundo através das páginas. À frente do projeto Cine Qua Non, desenvolve trabalhos voluntários nas áreas de literatura , artes e comunicação .É corretor de redação do portal Imaginie e também colunista no Portal Sucesso Jovem.

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