Relações humanas e por que elas duram tão pouco

Começo esse post partindo do princípio e das análises sobre a individualidade do sujeito, os vínculos atuais, a influência da tecnologia, a insegurança e outros contextos da identidade nacional na atual civilização, uma vez que vivemos em um tempo em que os seres humanos buscam suprir parte das suas necessidades nas relações amorosas, e a velocidade com que o tempo passa torna essas relações fragilizadas – sejam elas virtuais ou reais.

O sujeito ao longo do seu desenvolvimento é conduzido a viver de modos e conceitos já definidos pelos acontecimentos da realidade. E no mundo contemporâneo, as pessoas e as coisas são completamente líquidas – suas ações mudam conforme os dias se consolidam.

Mas, antes de qualquer tentativa de discussão sobre a sociabilidade humana, os vínculos atuais e a individualização, eu precisaria de no mínimo um parágrafo para apontar as dificuldades que as pessoas tem para amar, cuidar e aceitar o outro na humanidade.

Antes então de escrever o parágrafo, questiono sobre as relações amorosas. Qual é, para nós, a importância de um relacionamento?

Virtuais e reais, as relações amorosas na modernidade líquida passam a ser vivenciadas de uma maneira mais insegura e duvidosa. Talvez porque as pessoas não se conheçam por completo, ou pela dificuldade que têm em entender e aceitar seu parceiro, ou então pela facilidade em terminar o que não agrada e começar novos relacionamentos.

Entre a vida cotidiana e o universo da internet, o ser humano pode passar a se reconhecer de formas diferentes, pois o contato via rede social tem sido o causador de muitos acontecimentos que têm influenciado o comportamento das pessoas no trabalho, no amor e em tudo que está à nossa volta.

Atento a essas mudanças, sigo acreditando em novas perspectivas, novos tempos, em um novo amanhã, onde as conexões humanas sejam mais afetivas, coletivas e menos individuais.

Imagem: bekassine

Informações do Autor

José Domingos

Acadêmico do curso de Letras-Português e Francês da UFS, è bolsista do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica). No universo corporativo atuou em vendas e em relações administrativas. Hoje, prefere ver o mundo através das páginas. À frente do projeto Cine Qua Non, desenvolve trabalhos voluntários nas áreas de literatura , artes e comunicação .É corretor de redação do portal Imaginie e também colunista no Portal Sucesso Jovem.

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