Reuniões: o dilema da improdutividade continua

O dilema da improdutividade. O espaço corporativo não pode ser dominado por inutilidades. Muito pelo contrário, o gestor precisa estar atento à ritualística do dia a dia para que tudo que diga respeito à empresa e aos seus empregados tenha valor, inclusive simbólico, nas relações humanas, respeitando-se, obviamente a hierarquia e suas interfaces. Isso não significa ausência do bom humor ou rigidez no ambiente de trabalho. Porque o encantamento pelo que se faz deve ser alimentado pela sua força natural para manter as pessoas felizes e dispostas ao autodesenvolvimento. Digo que todos precisam manter uma postura adequada para que não haja perda de foco. Isso significa profissionalismo.

Nem sempre os problemas das empresas estão relacionados à conduta de seus empregados. O mais grave é quando a alta liderança não tem essa visão equilibrada da dinâmica interna e se perde em exercícios heterodoxos para tentar colocar a máquina no eixo. Assim, vê falhas onde elas não estão e toma decisões desnecessárias para tentar resolver problemas que não existem. Enquanto isso os problemas reais ficam de lado. O resultado é o enfraquecimento duplo da estrutura, tanto pela falta de objetividade, que acaba por gerar novos problemas, quanto pelo problema em si, que continua sua ação destruidora.

Vamos pegar um exemplo específico de ferramenta de gestão que pode estar sendo usada de forma inadequada e gerando um mundo de desinformações que enfraquecem a estrutura corporativa: as reuniões. Uma reunião precisa ter um objetivo específico e bem definido. Deve ter horário para começar e terminar. Ela não pode ser um mero encontro de pessoas para trocar ideias, a não ser que seja essa sua finalidade. O líder da reunião precisa ter pulso firme, estar atento ao tempo e à sua finalidade. Caso contrário, torna-se um treco esquisito que vai gerar apenas comentários negativos. Uma reunião sem finalidade clara é uma perda de tempo.

Subentende-se que ali estão reunidas pessoas capazes de tomar decisões que terão como consequência a melhoria do processo produtivo, da qualidade do serviço, enfim. Porém, até hoje a maior queixa das pessoas é que as reuniões são inconclusivas, sem nenhuma decisão efetiva no final. Dentre muitos fatores que destacamos está a imaturidade dos níveis de liderança para conduzir reuniões e a não conexão com o objetivo principal, que justifique estar todos ali reunidos. O mais comum é que na ocasião sejam tratados dos mais diversos temas, sem nexo um com o outro e, por ai, dissipa-se em minudências o motivo central do encontro.

O mediador é fundamental para que as reuniões terminem com resultados efetivos. O tempo é o único insumo do mundo que não há como recuperar e custa caro. Pense nisso antes de convocar a próxima reunião. Porque além da perda de tempo, você está gerando um conjunto de informações que dispersam as pessoas, tiram a equipe do foco e enfraquece a ritualística fundamental para uma empresa profissionalizada e bem sucedida.

Crédito imagem: freedigitalphotos.net/

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Alessandro Natal

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