Seleção brasileira: 7 a 1 realmente foi pouco?

Hoje escrevo sobre a seleção brasileira com o coração. Sem a formalidade natural das colunas esportivas. Com o saudosismo comunal de um Senhor boêmio, relembrando épocas passadas de sua vida.

No apito final da partida em que o Brasil foi eliminado na primeira fase da Copa América Centenária, sentado no sofá da sala, percebi quão ruins foram os os últimos vexames da seleção nas competições.

O 7×1 da Alemanha, o 3×0 para a Holanda na Copa do Mundo de 2014 e a eliminação na primeira fase da Copa América só serviu para representar o atual cenário do futebol brasileiro. As milhares de camisas vendidas, a paixão das crianças pela seleção, o sonho dos novos jogadores em vestirem a amarelinha, as famílias reunidas em frente à TV para ver o jogo… Tudo isso está em extinção!

O torcedor não aguenta os funerais consecutivos que a seleção brasileira proporciona. Estamos carentes do verdadeiro Brasil pentacampeão, e reféns da “ousadia e alegria” de Neymar. Nos falta ousadia e, principalmente, alegria.

Um reset na seleção

Fazem falta na seleção os milagres de Taffarel, as faltas mágicas de Ronaldinho Gaúcho, as entortadas de Garrincha, as jogadas de Pelé… Nos falta a essência do futebol-arte. O futebol se moderniza, a Espanha aprende a tocar a bola com objetividade e paciência, a Alemanha aprende a planejar e padronizar o seu jeito de jogar futebol, e o Brasil? Jogando com o peso da camisa.

Só o orgulho do penta não basta, temos que ter a vontade do Hexa! Temos que saber usar o que nos restou (o peso da camisa e a tradição) e buscar um estilo próprio.

Nem que para isso tenhamos que buscar nos basear em outra cultura. Está na hora do gigante verdadeiramente acordar, e voltar a ser um grande motivo do orgulho na vida do povo brasileiro. Antes que o “menino” futebol brasileiro não aguente a U.T.I. e acabe morrendo.

 

Imagem: Trivela/UOL/Divulgação

Informações do Autor

Rafyz Santos

Nascido em São Vicente-SP, apaixonado por futebol desde a infância. ''Formado'' em futebol no Campinho mais próximo da minha casa, e ''especialista'' em identificar vestígios do futebol-muleque!

1 Comentário
  1. Fernando Soares

    15 de junho de 2016 de 10:42

    Essa é a realidade do Futebol Brasileiro nos dias de hoje …

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