Staccato Live: os jaraguaenses que combinam pop e música erudita

A música erudita é uma das mais tradicionais do mundo, mas não há nada de convencional na forma como Kairo Kanzler e Augusto Gruetzmacher a interpretam. Com violino e violoncelo, os músicos de 27 e 25 anos se reuniram em 2010 para levar a elegância dos instrumentos de cordas aos nomes mais populares da música – do pop ao rock, temas de filmes, infantis e o que mais puder se transformar em partitura clássica para agradar ao grande público.

Kairo e Augusto se apaixonaram pela música erudita ainda crianças e, hoje, já reúnem no portfólio diversas experiências em cursos, como professores na SCAR – Sociedade Cultura Artística de Jaraguá do Sul, apresentações em eventos, além de diversos grupos e orquestras – como o Grupo de Câmara da Scar, onde se conheceram e deram início à parceria.

“Em um evento, fomos chamados para fazer cachê. Depois dos ensaios começamos a conversar e surgiu a ideia”, relembra Kairo. A dupla se dedicou aos ensaios, fazendo diversos experimentos e revezando entre violino e violão e violino e violoncelo – uma troca bem complicada na hora da apresentação. Ainda assim, conseguiram aumentar o repertório de oito para um total de 50 canções, ao mesmo tempo em que a percepção de público aumentou: a demanda era por músicas mais leves e animadas. Foi então que veio o “click”: formar um dueto de música erudita para interpretar canções populares.

Dom7 – Após a mudança de perfil, como foram as primeiras apresentações?

Kairo e Augusto – Dois caras completamente perdidos, sem noção, mas com muita vontade de fazer. Era sempre emocionante quando tinha algum evento, até mesmo porque não existiam muitos (risos). Era sempre uma loteria pois utilizávamos os sistemas de som dos locais dos eventos, não tinha uma padronização de nossa parte, não possuíamos experiência nem equipamentos confiáveis – para falar a verdade, não eram nada confiáveis: o Kairo vivia levando choques no pescoço com um captador velho que utilizava (risos). Certa vez, inventamos um palco para tocar na frente do palco fixo do local durante o jantar. O detalhe é que tinha uma luz de led e não era nada prático para recolher. Até que nos perguntamos: por que não utilizamos o próprio palco para tocar? Nos encaramos: “É mesmo!” E isso nunca mais foi um problema… Até encontrar a receita do Staccato levou um tempo – um tempo que, graças a Deus e a muita persistência, chegou.

D7 – Em algum momento, vocês decidiram ampliar o serviço. Quando foi, e o que mudou?

KA – Ah, sim! Certa vez tocamos na formação de trio (violino, violoncelo e violão). O Augusto não precisava ficar revezando os instrumentos, podia explorar mais o violoncelo, e isso foi ótimo! Vimos que funcionou muito bem e resolvemos adotar. Agora a formação é esta, embora façamos parcerias. Certa vez montamos uma orquestra para tocar em um evento e foi muito legal! A partir do ano passado decidimos também acrescentar mais algumas coisas em nossos serviços. Hoje possuímos estrutura, som e iluminação para eventos.

D7 – O que o público pode esperar de uma apresentação do Staccato Live?

KA – Repertório diversificado que vai do tango ao rock, do choro ao eletrônico. Tudo feito com muita energia e amor!

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Informações do Autor

Bruna Borgheti

Jornalista formada pelo Bom Jesus/Ielusc, de Joinville-SC, é acadêmica do curso de Letras da UniCesumar. À frente da redação das publicações do Grupo Dom7, faz a edição e curadoria de conteúdo do site e já teve suas aventuras pelo mundo corporativo, mas gosta mesmo é de um documento de Word em branco. Tem sugestões pra dar? É ela que você está procurando. Entre em contato pelo [email protected]

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