Conheça Tóia, a menina que bate nas dificuldades e não foge à luta! (do especial: ”Agora é que são elas”)

Hoje começaremos a primeira reportagem do especial ”Agora é que são elas”. Várias entrevistas com mulheres esportistas, que mesmo fora dos holofotes de atletas famosos, carregam o esporte brasileiro nas costas.

toia_2Hoje entrevistaremos Victória ”Tóia” Rebelo, uma das integrantes da empresa de luta livre BWF, (Brazilian Wrestling Federation).
A Luta Livre começou no Brasil em 1928, No Brasil é conhecida como Telecathc, e em outros lugares do mundo de Pro-Wrestling.

A Luta Livre no nosso país foi um dos esportes mais praticados em 1960. O maior centro do Pro-Wrestling ( ou Luta Livre Catch), é a WWE (World Wrestling Entertainment), uma empresa de Wrestling americana, da qual grande parte dos lutadores querem fazer parte.
A Luta Livre é uma forma de luta contendo uma mescla de  artes cênicas e o catch wrestling. Grande parte dos combates tem os resultados pré-determinados pela equipe criativa de promoção, contendo movimentos ensaiados e coreográficos.
Os participantes sempre se dividem em dois grupos, do bem e do mal, ”face” ou hell”.
A Luta Livre no Brasil teve seu grande auge na época de ouro do Telecatch, nos anos de 1970-1980, onde atraía patrocínios e uma grande multidão.
E hoje, entrevistaremos uma lutadora que tem Luta Livre no DNA e na alma.

Quando foi que você percebeu que gostaria de construir uma carreira na Luta Livre?

Desde pequena estou no meio dela por causa do Bob Júnior (Pai e Diretor da BWF), é um amor que crescer em mim, minha família vive de Luta Livre.

Qual foi sua inspiração no estilo de praticar a Luta Livre?

Admiro bastante os lutadores do antigo Telecatch. Não tenho um específico no qual me inspiro.

toia_1Qual foi a maior dificuldade que você enfrentou na carreira?

Então, estou começando praticamente agora, mas na estrada como disse estou desde pequena. A própria Luta Livre passa por obstáculos no país pelo preconceito atual. Eu e minha família sabemos a luta diária para reergue-la.

O que você acha que deve ser feito para combater o preconceito com mulheres no esporte em geral?

A mulher não sofre o preconceito só no esporte, acho que em qualquer área que seja considerada ”o ponto forte” do homem.
Estamos provando pouco a pouco que o nosso lugar não é na cozinha.
Oportunidades para nós, é o que falta. E estou tentando conquistar o meu espaço.

Já pensou em seguir carreira em outro esporte ou outra profissão?

Sim, inclusive eu estou cursando Arquitetura e Urbanismo.

Para você, qual é a maior atleta da atualidade?

Maurren Maggi (Saltadora brasileira, e campeão olímpica).

Nos Estados Unidos, a Luta Livre é muito popular. Pra você, qual a diferença entre a Luta Livre daqui para a praticada lá?

O estilo de luta é diferente, lá eles praticam no estilo Wrestling e aqui somos no estilo sul-americano de Lutcha Libre.

Como você encara a fama da Luta Livre no Brasil de ”luta de mentira,dito  por algumas pessoas que não entendem? Você acha que isso atrapalha a divulgação da marca?

Já estamos acostumados com esse preconceito. Por mais que essas pessoas tenham esse preconceito com a Luta Livre, quando chega em um show fica de boca aberta e esquece. No final do evento, os mesmos chegam na gente agradecendo, elogiando ou até mesmo perguntando como treinar conosco. Então aos poucos vamos conquistando nosso espaço.

Como você acha que a possível realização de um evento da WWE no Brasil no ano que vem, pode influenciar no atual cenário da Luta Livre no no nosso país?

O fato dela já estar presente no Brasil, está nos ajudando muito.
Ela aqui, os olhos viram para o país, ajudando no crescimento da Luta Livre nacional.

Qual é a maior vantagem de praticar Luta Livre?

Desde pequena tenho um problema que sinto muita enxaqueca, vômitos, e fico sem sentir partes do corpo. Desde quando entrei para o esporte não o sinto mais, quando paro nem que seja por uma semana já sinto a diferença. Me ajudou muito fisicamente, na saúde e conheço bastante pessoas que se tornaram muito importantes pra mim.

Qual foi o maior momento da sua carreira?

A primeira vez que eu entrei e o público gritando meu nome. É uma sensação indescritível.

O que você diria para o público que quer conhecer melhor a Luta Livre?

É um esporte que encanta, cada pessoa, cada olhar, cada expressão, todos os detalhes. A confiança que um lutador coloca no outro. Somos todos artistas fazendo um espetáculo para encher os olhos, escutar vaias e gritos, e no final de tudo ver que valeu a pena, tendo aquela sensação no final de cada evento de ”missão cumprida”.

 

 

Imagens: Facebook da Atleta/Divulgação

Informações do Autor

Rafyz Santos

Nascido em São Vicente-SP, apaixonado por futebol desde a infância. ”Formado” em futebol no Campinho mais próximo da minha casa, e ”especialista” em identificar vestígios do futebol-muleque!

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