Tragédia Ambiental: Cadê os projetos para evitar novas ocorrências?

Novamente nos deparamos com a tragédia ambiental, provocando a insegurança das pessoas nas próprias residências.

Costumamos dizer que o clima se comporta independente de nossa vontade e assim não temos o controle sobre suas consequências.

As fortes chuvas em determinadas regiões de nosso país realmente fazem parte de um movimento climático que nos impossibilita impedi-la. Todavia, o aglomerado de moradias em áreas de risco e a pouca importância que voltamos a dar ao meio ambiente contribuem muito para destruição de parte das cidades atingidas, bem como para o empobrecimento maior dos moradores.

Ainda esperamos a chuva cair de maneira passiva e piedosa sem uma ação efetiva na distribuição e organização do meio urbano e rural.

As construções irregulares e os desmatamentos sem medida, resultam numa série de desequilíbrios que o poder pública não consegue resolver em curto prazo ou em situação de emergência.

O que estamos fazendo de errado?

O que temos visto é a ausência de uma continuidade nos trabalhos de preservação ambiental, incluindo construções de barragens e represas sem a devida proporção e controle.

A população em diversos municípios de Santa Catarina está cercada pelos rios que transbordam com imensa dificuldade para o escoamento. Vale lembrar aqui a importância da limpeza da cidade onde o lixo pode também ser um vilão.

Embora a defesa civil consiga alertar horas antes das inundações, é insuficiente este aviso numa realidade geográfica complexa como temos em nosso estado.

Evidentemente, Santa Catarina não é o único estado com este tipo de problema, acompanhamos também a situação do nordeste e Rio Grande do Sul há poucos dias, mas talvez temos aqui uma fragilidade maior que já causou muitos estragos na história da nossa região.

O primeiro passo

Ainda vale a pena discutir prevenção ambiental e cuidados com o nosso planeta? Acredito que é o mínimo que podemos fazer, principalmente a favor das comunidades mais carentes que acabam perdendo seus bens, sua identidade e muitas vezes suas vidas. Nem sempre assistidas devidamente pela política assistencialista que nada concretiza significativamente quando a questão é ambiental.

Esperamos projetos ambientais eficientes para as cidades assim como esperamos apenas uma chuva passageira e refrescante em nossa vida diária.

 



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Informações do Autor

Maria Rosa de Miranda Coutinho

Sou mestre em Ciências Sociais pela UFSCar e além da experiência como professora, circulo na área literária com publicações para o público infantojuvenil. Administro uma loja virtual que comercializa livros de autores da cidade de Joinville e sou membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais da mesma cidade.

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