Diário da TripMinas – Dia 1: visita às Cachoeiras de Aiuruoca

aiaruocaDe férias programadas para o último mês de agosto, resolvi fazer algo um pouco diferente do habitual. Peguei o carro, coloquei alguns equipamentos de camping, suprimentos, roupas, “instalei” um colchão e parti rumo a Minas Gerais realizar uma trip solo. Coletei algumas informações e elaborei um cronograma básico que incluía conhecer lugares como as cachoeiras de Aiuruoca, a Cachoeira do Tabuleiro (mais alta de Minas e a terceira – visitável – mais alta do Brasil), Pico da Bandeira (terceiro ponto mais alto do Brasil), Cachoeira da Casca d’Anta, Conceição do Ibitipoca (com a famosa Janela do Céu), a Serra do Cipó e a Serra da Canastra.

Além de viajar, sair da rotina, conhecer um pouco desses e outros lugares, a viagem tinha como objetivo sair um pouco da minha zona de conforto, pois viajar sozinho ainda é novidade para mim. A viagem estava prevista para durar 18 dias, sendo que ficaria apenas em campings, acampado ou diretamente no colchão do carro.

Saí de Jaraguá do Sul às 4 horas da manhã do dia 08 de agosto com destino a Aiuruoca, Minas Gerais, onde tinha planejado conhecer as Cachoeiras Deus-Me-Livre, do Fundo, do Batuque, dos Garcias e o Pico do Papagaio. Depois de mais de 900 km rodados, um pequeno susto na passagem por São Paulo, cheguei à cidadezinha do interior mineiro.

Ao chegar à cidade já conseguia avistar o famoso Pico do Papagaio, que já rendeu as primeiras fotos da viagem. Passagem rápida pelo centro e fui para o camping “O Panorâmico”, em direção ao Vale do Matutu, pois a noite já chegava. Chegando lá, conversei com a Dona Rose – responsável pelo camping – e me instalei. Banho quente, jantinha e fui descansar para levantar cedo dia seguinte e assim poder começar a conhecer algumas das belezas naturais de Minas Gerais.

Cachoeira do Fundo
Cachoeira do Fundo vista da trilha

Na manhã seguinte, dia 09 de agosto, acompanhado de uma pessoa que também estava no camping e que conhecia a região, fui para a Cachoeira do Fundo. Um deslocamento rápido até o Vale do Matutu, carro estacionado junto ao Casarão do Matutu – uma construção de 1904 que serve como sede para os visitantes – e seguimos por uma trilha bem demarcada até a cachoeira. Para chegar até a cachoeira levamos cerca de 1 hora e 30 minutos para percorrer 4 km.

Ao longo da trilha já era possível avistar a bela cachoeira que surgia. Chegamos até a base da mesma, apesar de a melhor vista ser de longe. Retornei à cidade e a tarde, já no outro lado da cidade, após percorrer um longo trecho de estrada de chão, visitei a Cachoeira dos Garcias, onde encontrei um pessoal do Rio de Janeiro que já estava de saída. O responsável não estava, mas mesmo assim consegui visitar a cachoeira, acessível por uma trilha curta, mas bem íngreme. Na cachoeira foi possível ver arco-íris por várias vezes. Durante todo o deslocamento pela cidade era possível avistar o Pico do Papagaio, contudo, resolvi não subi-lo uma vez que o tempo previsto era de 7 horas de trilha, ida e volta.

Tinha planejado ficar mais uma noite em Aiuruoca, mas como estava cedo ainda, resolvi ir em direção a Conceição do Ibitipoca, na cidade de Lima Duarte. Continua…

Sobre Aiuruoca

Aiuruoca é uma pequena cidade com pouco mais de 6.000 mil habitantes, localizada na Serra da Mantiqueira, Sul de Minas Gerais. Foi fundada em 1706 pelo taubateano João de Siqueira Afonso, possui altitude média em torno de 1.000 metros. Aiuruoca é uma palavra de origem Tupi (Ajuruoka), traduzida como “Casa de Papagaio” (Ajuru = ”papagaio” e Oka = “casa”).

O principal ponto turístico é o famoso Pico do Papagaio, localizado no Parque Estadual da Serra do Papagaio a uma altitude de 2.105 metros. A cidade também possui mais de 80 cachoeiras catalogadas. Na cidade ainda se destacam a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o Museu Doutor Júlio Arantes Sanderson de Queiroz e o Vale do Matutu, que significa “cabeceiras sagradas” em linguagem indígena.

Um pouco dos lugares visitados

  • Cachoeira do Fundo

Com 130 metros de queda livre, é a mais alta do município, não possuindo poço para banho. Para se chegar a ela, é necessário caminhar por trilha cerca de duas horas, partindo do Casarão no Vale do Matutu, distante 20 km da sede da cidade. Por ser avistada do topo do Pico do Papagaio e do Pico do Bandeira. Acesso gratuito. Recomendável ir com guia ou com alguém que já conheça a trilha.

  • Cachoeira dos Garcias

Possui 25 metros de altura e sua queda d’água termina numa piscina natural ideal para banho, além de haverem corredeiras agradáveis de passar o dia. É a mais famosa da cidade e uma das mais visitadas, devido sua beleza. A trilha de acesso à cachoeira é de 15 minutos por uma pequena trilha, muito íngreme. No local da cachoeira existe um pequeno bar. Acesso gratuito – pelo menos no dia em que eu fui.

Cachoeira dos Garcias
Cachoeira dos Garcias com destaque para o pequeno arco-íris
  • Pico do Papagaio

O Pico do Papagaio, com 2.293 metros de altitude, é uma das atrações preferidas dos aventureiros que vão para o Vale do Aiuruoca. São 8 km de trilha, passando por araucárias, cachoeiras, bromélias e orquídeas. A visitação é controlada, pois o pico fica na área do Parque Estadual da Serra do Papagaio. Nota: Devido à minha programação não cheguei a fazer a trilha até o topo.

Pico do Papagaio
Pico do Papagaio visto do acesso à Cachoeira dos Garcias (Todas as imagens: Alex Wisnieski)

 

Minha opinião:

Aiuruoca é uma cidade pequena, com a maioria das ruas estreitas e pessoas simples. Fiquei pouco tempo na sede, mas tive oportunidade de falar com o responsável pelo turismo na cidade que me passou algumas dicas e informações úteis. O camping “O Panorâmico”, onde fiquei, é bem estruturado, além de ficar próximo do Pico do Papagaio e do Vale do Mututu. Com certeza, vale a pena passar mais dias na cidade e conhecer outras cachoeiras, além de fazer a trilha do Pico do Papagaio.

Informações do Autor

Alex Wisnieski

Analista de Sistemas, turista, aventureiro, trekker/ hiker, ciclista, aficionado por natureza, viagens, esportes e agora colaborador do site Dom7.

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