Quer escolher os melhores vinhos? Então aprenda a ler os rótulos

Quando o assunto é vinho, preço não é garantia de sabor e, muito menos, de qualidade. Alguns dos melhores vinhos do mundo, por exemplo, não passam de R$ 30,00 – enquanto algumas garrafas de R$ 1.000,00 podem ser bem decepcionantes mesmo para o paladar mais apurado. Para não se enganar na hora de visitar o mercado ou a loja especializada, é importante conhecer os cinco fatores abaixo. Levando-os em conta, você vai aprender a decodificar os rótulos, descobrir o que significam os termos mais comuns e, aí sim, escolher o vinho perfeito para acompanhar o almoço ou o jantar. Vamos a eles?

– D.O.C., A.O.C. e D.O.

Essas são as siglas das legislações vinícolas. O D.O.C. é a Denominação de Origem Controlada; A.O.C. é o equivalente francês e D.O., o espanhol. A presença dessa sigla no rótulo significa que o vinho passou por certificação que garante a procedência e o método de produção adequado.

Para conseguir a sigla, as vinícolas precisam cumprir diversos requisitos quanto à uva utilizada e a denominação geográfica da área – vinhos chamados de “champagne”, por exemplo, são obrigatoriamente produzidos na região de Champagne, na França. Do contrário, é somente um espumante.

– Transporte e tipo de uva

A parte de trás do rótulo traz sempre informações sobre o local de produção e de engarrafamento. Se cada etapa é realizada em um lugar, por exemplo, o transporte pode afetar a qualidade da bebida. Além disso, deve estar discriminado também quais tipos de uvas foram utilizadas na produção, e o terroir, local onde foram colhidas. Todas essas informações precisam ser levadas em consideração na hora de escolher o vinho.

– Vinhos de mesa

Isso pode passar despercebido se você não tem muita prática, mas a descrição do rótulo se refere apenas ao tipo de uva que é utilizado no preparo. Vinhos finos – ou vinhos de mesa finos – são feitos da uva Vitis vinífera europeia, próprias para fabricar a bebida. Já vinhos de mesa são preparados com uvas que também servem para sucos de uva ou frutas secas. Nesse caso, a qualidade gustativa é bem menor.

– Sulfitos não são um problema

Muitos vinham vem com o aviso “contém sulfitos” no rótulo; mas isso não é um problema. O anidro sulfuroso (ou dióxido de enxofre) é incluído na receita porque impede a proliferação de micro-organismos e bactérias, ajudando ainda a combater a oxidação precoce. Vinhos de cultura orgânica ou biodinâmica, no entanto, costumam possuir níveis de sulfitos bem menores.

– Além do cuidado com os rótulos, evite a luz e o açúcar

A luz que a garrafa recebe também influencia na qualidade. Evite garrafas que tenham ficado expostas a fontes de luz forte ou calor, e se a rolha for de cortiça, prefira as garrafas armazenadas na horizontal, que mantêm o oxigênio do lado de fora.

Quanto ao açúcar, é bem provável que ele seja um dos ingredientes do vinho suave que você gosta, principalmente se for um vinho de mesa – nesse caso, açúcar de cana é adicionado para adoçar o sabor. Já os vinhos finos, com uvas europeias, são mais doces porque a fermentação foi interrompida antes da hora. Dê preferência a estes.



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Informações do Autor

Bruna Borgheti

Jornalista formada pelo Bom Jesus/Ielusc, de Joinville-SC, é acadêmica do curso de Letras da UniCesumar. À frente da redação das publicações do Grupo Dom7, faz a edição e curadoria de conteúdo do site e já teve suas aventuras pelo mundo corporativo, mas gosta mesmo é de um documento de Word em branco. Tem sugestões pra dar? É ela que você está procurando. Entre em contato pelo [email protected]

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