Você tem fome de quê? Descubra e aprenda a controlá-la

Existe fome, e existe fome. A primeira é aquela fome que é só um aviso, um lembrete, que você sente quando não conseguiu sair para o almoço na hora certa ou quando o jantar chegou bem mais tarde do que o normal. Agora, a segunda fome é bem mais perturbadora que essa: ela vai chegando, assim, como uma ideia fixa na mente, voraz, não te deixa pensar em mais nada e geralmente leva à ingestão de alimentos que saciam sua vontade, mas não as necessidades do seu organismo. E o que a faz surgir pode ser qualquer coisa, mas raramente é a falta de nutrientes: ansiedade, stress, tédio, tristeza ou alegria intensas, frustração… ou, depois de algum tempo de alimentação desregrada, puro hábito.

O sistema digestivo humano é bastante complexo. A forma como nos sentimos é influenciada pelo que comemos, e vice-versa. Diferentes tipos de comida têm efeitos diferentes no organismo: carboidratos simples, por exemplo, enganam o cérebro indicando a ingestão de menos calorias, nos levando a comer mais e causando picos de insulina que dão fome pouco tempo depois da refeição; já as fibras provocam a liberação de hormônios intestinais que promovem a sensação de saciedade. Logo, uma dieta pobre em fibras, frutas e vegetais, e rica em carboidratos simples, gorduras e outros alimentos com alto índice glicêmico podem fazer com que comamos com muito mais frequência e em maior quantidade.

É possível controlar a fome?

A comida funciona como uma droga: as mesmas áreas do cérebro que se ativam na alimentação funcionam com a o vício em drogas. Mas, é possível livrar-se esses efeitos e controlar a fome, ao invés de ser controlado por ela.

Algumas das dicas mais importantes são o contexto em que se come e o desenvolvimento de novos hábitos. Pequenas mudanças duradouras na dieta e exercícios são muito mais benéficas, a longo prazo, do que dietas restritivas; e fazer lista de compras ao ir ao mercado, ficando longe dele em momentos de estresse e barriga vazia, também são uma ótima forma de evitar o descontrole.

Largar os maus hábitos, no entanto, pode ser difícil psicologicamente – e pior nas três primeiras semanas, que é o tempo que o organismo geralmente leva para se adaptar. A notícia boa é que, se você conseguir ter disciplina por esses 21 dias, só não vai manter as mudanças se não quiser. E, nesse processo, alguns tipos de alimento podem ser de grande auxílio:

– Chá verde: Esse extrato reduz o aumento de peso diminuindo a capacidade de absorção de gordura, mas não age no apetite. Assim, é uma boa pedida para se distrair – trocar aquele bombonzinho por uma xícara do chá, por exemplo – e ajudar a limpar o organismo das toxinas.

-Amêndoas: Como contêm muitas fibras, vitaminas e minerais, as amêndoas conseguem conter a fome por cerca de 30 minutos.

– Desintoxicantes: Em um processo de mudança de hábitos alimentares, é muito importante ajudar o corpo a se livrar de toxinas acumuladas. Para isso, inclua na dieta alimentos como abacaxi, arroz integral, maçã, mel, gengibre, melancia, couve e berinjela.

Crédito foto: flickr.com/JoshuaRappeneker



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Informações do Autor

Bruna Borgheti

Jornalista formada pelo Bom Jesus/Ielusc, de Joinville-SC, é acadêmica do curso de Letras da UniCesumar. À frente da redação das publicações do Grupo Dom7, faz a edição e curadoria de conteúdo do site e já teve suas aventuras pelo mundo corporativo, mas gosta mesmo é de um documento de Word em branco.
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